- Murais da era da Administração de Obras Públicas (WPA) em Bellevue Men’s Shelter, Manhattan, podem se perder com a demolição ou restauro do prédio.
- O abrigo para homens sem-teto foi fechado no início do ano após décadas de deterioração; a cidade questiona se restituir ou demolir o imóvel.
- Pelo menos seis murais foram pintados entre meados dos anos de 1930 e 1940 por artistas como Emilio Amero, Luis Arenal, Agnes Tait, Ryah Ludins, Lily Furedi e Nunzio LaSpina, e foram cobertos desde então.
- Relatórios de conservação indicaram deterioração acentuada, com necessidade de análises mais detalhadas para entender o estado artístico e estrutural das obras.
- A NYC Health + Hospitals está avaliando com especialistas quais murais podem ser salvos, mas ainda não houve definição sobre restauração completa ou preservação permanente.
O Bellevue Men’s Shelter, em Manhattan, foi fechado no início deste ano após longos anos de deterioração. A prefeitura avalia se o edifício pode ser restaurado ou se será demolido, o que ameaça as obras de arte ainda existentes nas paredes.
O prédio, projetado em estilo renascentista italiano por Charles B. Meyers, abriu como Bellevue Psychiatric Hospital em 1933 e virou abrigo para homens sem-teto nos anos 1980. Entre os anos 1930 e 1940, murais do WPA/FAP foram pintados, porém, ao longo do tempo, muitos foram cobertos.
Estudos realizados mostram que, no conjunto da edificação, há pelo menos seis murais de artistas como Emilio Amero, Luis Arenal, Agnes Tait, Ryah Ludins, Lily Furedi e Nunzio LaSpina. Partes desses trabalhos já não estavam visíveis em fotos históricas disponíveis.
Muralhas sob risco de desaparecimento
A avaliação da preservação teve início com a incorporação de projetos de restauração pela cidade, mas o empreendimento não recebeu financiamento e permaneceu sem andamento. Estudo da Building Conservation Associates indicou que o estado atual exigiria análises mais detalhadas para entender a condição das obras.
A prefeitura contratou, em 2019, a empresa Superstructures Engineers and Architects para um programa de estabilização temporária, que revelou deterioração acentuada. Investigações recentes apontaram colunas de aço corroídas e danos generalizados, sugerindo que demolição pode ser a solução de longo prazo mais econômica.
A gestão do prédio fica a cargo do NYC Health + Hospitals, que informou estar em contato com conservacionistas para definir quais murais podem ser salvos. A cidade ressalta o valor histórico da arte para o patrimônio da cidade e aguarda resultados de avaliações adicionais.
Ainda não há informações sobre planos de reaproveitamento concreto nem sobre cronogramas de obras. A instituição não divulgou detalhes sobre os próximos passos, mantendo o foco na decisão entre restauração e demolição do imóvel.
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