- A mostra Anti-Action no Momat, em Tokyo, reúne Kusama e outras artistas japonesas dos anos cinquenta e sessenta, com foco em abordagens não‑action.
- São apresentadas obras inéditas e arquivos de artistas pouco lembrados; a curadoria confirmou a morte de Kazuko Enomoto em 2019, abrindo espaço para novas pesquisas.
- O termo anti‑action, criado pela historiadora Izumi Nakajima, indica práticas distintas entre si, unidas pela luta para fazer diferente.
- Estão em destaque Atsuko Tanaka, Tsuruko Yamazaki (ambas associadas ao movimento Gutai) eHideko Fukushima, além de Yayoi Kusama.
- A exposição relembra o período de pós‑guerra no Japão e a busca por voz feminina na crítica da época, com a mostra vindo do Toyota Municipal Museum of Art.
Yayoi Kusama e outras artistas japonesas dos anos 1950-60 estão em foco na exposição Anti-Action no Momat, em Tóquio. A mostra revela abordagens não‑action, obras inéditas e arquivos de artistas pouco lembrados, ampliando o debate sobre a crítica da época.
A curadoria do Momat, com Hajime Nariai, destaca a expressão de uma geração que contestou o sabor dominante da Action Painting. Kusama participa ao lado de Atsuko Tanaka, Tsuruko Yamazaki e Hideko Fukushima, entre outras artistas.
Contexto e descobertas
A exposição reúne trabalhos que não seguem a linha da ação gestual, enfatizando a persistência de uma prática feminista e experimental. Ao lado de Kusama, Tanaka e Fukushima aparecem exemplos de uma produção marcada pela resistência ao establishment artístico conservador.
Kazuko Enomoto é revelada como falecida em 2019, com um conjunto de obras até então desconhecido. A descoberta sugere que há mais acervos e arquivos por explorar, ampliando o campo de pesquisa sobre a produção feminina no Japão daquele período.
Dados da mostra
A mostra Anti-Action fica em cartaz no Momat até receber nova itinerância, vindo do Toyota Municipal Museum of Art. A curadoria visitou coleções, arquivos e famílias para identificar obras esquecidas e documentos que ajudam a contextualizar as artistas.
Entre os aspectos históricos, o evento relembra o fim da ocupação norte‑americana e a assinatura do tratado de paz de 1951, além da promulgação de uma nova constituição. Esses antecedentes influenciaram as discussões sobre gênero e inovação na arte japonesa.
Representação e legado
Kusama descreve, em sua trajetória, a fuga do Japão na década de 1950 e a preferência por uma arte interior, distante das correntes dominantes. A mostra evidencia esse extremo oposto em relação aos movimentos dominantes da época, reforçando a diversidade de práticas femininas.
Entre na conversa da comunidade