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Astrônomos mapeiam esqueleto magnético que canaliza gás para berçário estelar

Observações com SOFIA revelam que campos magnéticos atuam como trilhos, canalizando gás para a espinha central de DR21 e formando estrelas massivas

In this image, magnetic field streamlines from SOFIA are overlaid on a Spitzer infrared image of the DR21 star-forming region.
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  • Pesquisadores do MIT Haystack Observatory, com dados do SIMPLIFI usando o SOFIA, mapeiam como os campos magnéticos guiam a matéria rumo ao DR21, uma das nurserias estelares mais ativas da Via Láctea.
  • O DR21 fica no complexo Cygnus X e possui a Main Ridge, uma faixa densa de gás molecular com cerca de 13 anos-luz de comprimento e massa de cerca de 20 mil massas solares.
  • Observações mostram que os campos magnéticos atuam como trilhos de trem, orientando o fluxo de gás para o centro da nuvem e contribuindo para a formação de estrelas massivas.
  • Filamentos secundários parecem alimentá-la rapidamente o suficiente para formar sua estrutura central em aproximadamente um milhão de anos.
  • O estudo ressalta a necessidade de missões espaciais de infravermelho próximo com capacidade de polarização para mapear campos magnéticos em nuvens estelares mais amplas, já que o SOFIA foi aposentado.

O estudo mais recente mostra como campos magnéticos atuam como um esqueleto que canaliza o gás para um berçário estelar. Pesquisadores do MIT Haystack Observatory mapearam esse “esqueleto” em DR21, uma das regiões formadoras de estrelas de maior atividade a menos de 5 mil anos-luz do Sol. A pesquisa é de acesso aberto.

DR21 está no complexo Cygnus X, conhecido por ter jovens estrelas e objetos extremamente luminosos. O núcleo central, a Main Ridge, é um filamento denso com cerca de 13 anos-luz de extensão, contendo aproximadamente 20 mil massas solares de gás molecular frio. Observações anteriores sugeriam filamentos secundários, mas não o suficiente para traçar o campo magnético até eles.

Metodologia e dados

O mapeamento foi possível graças ao SIMPLIFI, parte de um programa legado do SOFIA, que reuniu pesquisadores de mais de uma dúzia de instituições em quatro continentes. A redução dos dados ficou a cargo de Jens Kauffmann, da MIT, e permitiu um mapa homogêneo do campo magnético em todo o complexo de formação estelar.

Resultados-chave

A equipe comparou direções do campo magnético, atração gravitacional local e estruturas gasosas. O alinhamento entre gravidade e campo indica acúria magneticamente guiada, com o gás fluindo ao longo das linhas do campo para o centro de massa. Estima-se que os subfilamentos encaminhem material para a Main Ridge o bastante para formar a estrutura central em cerca de um milhão de anos.

Contexto e limitações

Os pesquisadores também resolveram um enigma sobre a velocidade de fluxo do gás. Embora pareça mais lento que o previsto apenas pela gravidade, a orientação quase plana do campo magnético faz com que parte do movimento não se veja na linha de visão, levando a interpretação de velocidades menores. O avanço evidencia que a maior parte do movimento ocorre transversalmente à nossa linha de visão.

Sobre o instrumento e o futuro

SOFIA, observatório de infravermelho a bordo de um Boeing 747SP, realizou as observações até sua aposentadoria em 2022. Segundo os autores, para entender como os campos magnéticos moldam a formação estelar é necessário prever missões espaciais de infravermelho distante com capacidade de polarização, o que não existe no momento.

Financiamento e fontes

O estudo foi financiado por uma concessão da NASA concedida à Universities Space Research Association, com apoio adicional da National Science Foundation. As descobertas foram publicadas no The Astrophysical Journal e integram o programa SIMPLIFI.

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