- Laos fechou, pela primeira vez, uma fazenda de bile de ursos após convencer o proprietário a entregar três ursos asiáticos pretos.
- Os três ursos resgatados — dois machos e uma fêmea — estão em quarentena no Santuário de Vida Selvagem Luang Prabang, gerido pela ONG Free the Bears.
- A ONG participou do resgate e destacou que não há motivo legítimo para explorar bile de ursos, cuja prática é ilegal na Laos desde a lei de vida selvagem de dois mil e sete.
- A lei permite lacunas para fazendas criadas antes da promulgação, e o fechamento depende da existência de instalações de resgate para abrigar os animais.
- Os ursos devem enfrentar problemas de saúde de longo prazo, derivados de dieta inadequada e extração de bile; após a quarentena, serão integrados ao habitat externo do santuário.
A Laos encerrou pela primeira vez uma fazenda de bile de ursos, após convencer o proprietário a entregar voluntariamente três ursos. Os animais resgatados são ursos-do-ouro asiáticos, dois machos e uma fêmea, já em quarentena no Santuário de Vida Selvagem Luang Prabang, operado pela ONG Free the Bears, com participação da organização.
Os ursos resgatados seguem para o abrigo de vida selvagem, onde devem permanecer em quarentena antes de serem integrados ao espaço externo do santuário, que oferece plataformas de escalada, lagos, cavernas e balanços. A ONG participa ativamente do resgate.
O movimento ocorre em meio a um debate sobre fazendas de bile, comuns na região, que mantêm ursos em jaulas para extração da bile por meio de agulha. A bile é usada na medicina tradicional, embora existam formas sintéticas da substância. A ONG ressalta que não há justificativa legítima para manter bile de ursos.
Segundo a legislação da Laos, é proibido caçar, possuir ou comercializar ursos e partes de seu corpo desde 2007, mas há uma brecha para fazendas estabelecidas antes da lei. A decisão de fechar fazendas depende da disponibilidade de abrigos para os ursos, que não podem ser reintroduzidos na natureza.
Especialistas da área de bem-estar animal apontam que os ursos resgatados podem apresentar problemas de saúde de longo prazo, decorrentes de dieta inadequada e extração frequente de bile. Após o período de quarentena, os animais devem ser introduzidos ao habitat natural do santuário, com monitoramento veterinário.
Antes do fechamento, a ONG identificou de 20 a 30 ursos em jaulas na fazenda Kao Liaw, na capital Vientiane. Não há informações detalhadas sobre o destino dos demais animais, mas o governo laosiano e a ONG destacam a importância de ampliar a capacidade de resgate e fechamento de fazendas semelhantes.
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