- Fogos florestais na Patagônia destruíram área maior que o dobro do tamanho de Buenos Aires.
- Governo anunciou emergência nas províncias de Chubut, Rio Negro, Neuquén e La Pampa para destravar recursos.
- Em Chubut, mais de 110.000 acres (44.515 hectares) já foram queimados; incêndios começaram em dezembro.
- Milei implementa cortes de gastos conhecidos como “chainsaw”, e o orçamento de 2026 reduziu em 71% o financiamento ao Serviço Nacional de Gestão de Incêndios; o governo destinou cerca de $69 milhões ao combate.
- Críticos e ambientalistas destacam relação com mudanças climáticas; Greenpeace aponta que a área já supera os 80.000 acres do último verão.
Patagônia em chamas: incêndios florestais devastaram área superior ao dobro do tamanho de Buenos Aires, gerando críticas às medidas de austeridade do governo Milei, que reduziram recursos de ajuda.
O fogo avançou principalmente pela província de Chubut, com ventos fortes e altas temperaturas dificultando o combate. O governo anunciou a declaração de emergência nas províncias de Chubut, Río Negro, Neuquén e La Pampa para liberar fundos.
Ameaça ao patrimônio natural se intensifica com a passagem pelo Parque Nacional Los Alerces, local UNESCO conhecido pelas árvores alerce, que podem viver mais de 3.600 anos. A área atingida já supera 110 mil acres (44.5 mil hectares), segundo autoridades locais.
Orçamento e resposta governamental
A atual gestão tem promovido cortes orçamentários rígidos, chamados de redução “em motosserra”, que reduziram recursos para prevenção e resposta a incêndios. Dados da FARN apontam queda real de 71% no financiamento ao Serviço Nacional de Gestão de Incêndios em 2026 ante o ano anterior.
O Ministério da Segurança informou desde já o aporte de cerca de 69 milhões de dólares para pressionar o combate ao fogo. Críticos afirmam que o aperto fiscal priorizou o equilíbrio fiscal em detrimento de fundos de emergência climática.
Economistas e organizações ambientais também destacam o caráter previsível das queimadas, atribuídas ao descaso com políticas de prevenção. A Greenpeace Argentina ressaltou que a gravidade dos incêndios se acentuou pela falta de recursos públicos, com impactos em ecossistemas e comunidades locais.
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