- Em várias regiões da Indonésia, a queima aberta de lixo doméstico é comum, mesmo com a proibição, e 57% das famílias ainda queimam resíduos segundo pesquisa de 2023 do Ministério da Saúde.
- A prática é associada a riscos à saúde e ao clima, com emissões de carbono negro e poluentes que afetam pulmões, coração e outros órgãos.
- O piloto FIREFLIES, criado pela Dietplastik Indonésia com apoio da campanha ViriyaENB, atua em três bairros de Jacarta e cidades satélites de Bogor e Depok para educação e melhorias na infraestrutura de resíduos.
- O projeto vai instalar sensores de qualidade do ar de baixo custo para medir a poluição em tempo real, com monitoramento previsto até o fim do ano.
- Intervenções serão definidas com base em estudos socioculturais locais, visando reduzir a queima na fonte e mudar normas sociais, com ações previstas para ocorrer entre abril e maio deste ano.
Erwinsyah, chefe de uma RT em Bogor, no entorno de Jacarta, diz que moradores jogam móveis velhos na rua e a única alternativa é queimá-los para evitar acidentes. A prática persiste, mesmo sendo proibida por lei desde 2008.
Em Indonesia, o queima de lixo a céu aberto é comum. Um levantamento de 2023 do Ministério da Saúde aponta que 57% das famílias queimam resíduos, segundo o documento, a principal forma de manejo. Reciclagem fica com apenas 0,1%.
Dados de saúde apontam riscos: partículas finas e fuligem atingem pulmões, coração e pele. Professores e pesquisadores destacam que metais pesados podem afetar leucócitos e tecidos, elevando doenças respiratórias e anemia entre mulheres.
Intervenções e perspectivas
A Dietplastik Indonesia, com apoio de campanha de transição energética, lançou o FIREFLIES em três bairros de Jakarta, Bogor e Depok. O projeto combina pesquisa sociocultural, educação comunitária e melhorias na infraestrutura de resíduos.
Pesquisadores da Universidade de Indonesia avaliando como moradores entendem o manejo de resíduos ajudam a desenhar intervenções locais. Sensores de qualidade do ar de baixo custo serão instalados para medir poluição em tempo real.
A ideia é que dados visíveis durante queimadas incentivem diálogo público e normas sociais contra a prática. Intervenções educativas devem começar entre abril e maio deste ano.
Contexto e impactos
Autoridades ambientais veem o estudo como ferramenta para reduzir emissões e melhorar qualidade do ar. A queima de lixo contribui para gases de efeito estufa, com foco especial na fuligem negra de curto prazo, que agrava a poluição local.
Especialistas ressaltam que fatores estruturais dificultam a mudança de comportamento. Falta de coleta de alguns resíduos volumosos e vias de acesso limitadas dificultam a solução sem ações abrangentes.
Acesso desigual a serviços de manejo de resíduos e custos locais ajudam a manter a prática, segundo ativistas e pesquisadores. O projeto FIREFLIES planeja gerar dados minuto a minuto para comunidades monitorarem impactos e discutirem soluções.
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