Em Alta Copa do Mundo NotíciasFutebol_POLÍTICA_Brasileconomia

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Faixa de protesto mais profunda já lançada no fundo do mar

Protesto em profundidade recorde: robô exibe faixa “Listen to the Science” diante de Loki’s Castle, exigindo moratória global à mineração no fundo do mar.

Banner image of ROV expedition led by Greenpeace International, Greenpeace Germany and Greenpeace Nordic. The ROV deploys an underwater robot and banner reading ‘Listen To The Science’ 2,300 meters below the surface near Loki’s Castle in the Arctic Ocean.
0:00
Carregando...
0:00
  • Robô da Greenpeace desdobrou uma faixa a cerca de 2.300 metros de profundidade, diante de Loki’s Castle, com a mensagem “ouça a ciência”.
  • O protesto ocorreu em 27 de maio, durante a Deep Arctic Expedition, mirando área do fundo do mar ártico aberta à mineração profunda em 2024 e alvo de reversão sob pressão.
  • Loki’s Castle é um campo de chaminés hidrotermais que libera fluidos quentes; estudo de 2024 aponta cinco espécies novas e destaca vulnerabilidade ecológica.
  • Em janeiro de 2024, a Noruega abriu cerca de 281 mil quilômetros quadrados de águas árticas para exploração; em dezembro de 2025, o parlamento interrompeu a mineração até 2029 e reduziu financiamento para mapeamento do fundo marinho.
  • Mais de quarenta países apoiam uma moratória global; o Tratado sobre Biodiversidade em Água Internacional entrou em vigor em 17 de janeiro de 2026 para proteger a vida marinha, enquanto menos de 1,5% do alto-mar é protegido.

O protesto ocorreu no dia 27 de maio, no fundo do mar, em frente ao campo hidrotermal Loki’s Castle. Um veículo operado remotamente pela Greenpeace desdobrou uma faixa com a mensagem LISTEN TO THE SCIENCE a cerca de 2300 metros de profundidade, no Mar de Noruega. A ação buscou chamar atenção para os impactos da mineração deep-sea.

O evento integra a Expedição Deep Arctic da Greenpeace. A faixa foi estendida na região onde a Noruega abriu áreas ao extrativismo de minerais do fundo do oceano, em 2024, decisão contestada por autoridades e ambientalistas. A imagem mostra o banner diante de uma chaminé hidrotermal.

A região de Loki’s Castle, descoberta em 2008, abriga comunidades de vida únicas alimentadas por fluidos quentes entre 300 e 320 graus Celsius. Estudos recentes indicam a presença de espécies novas, reforçando a importância de áreas profundas como ecossistemas vulneráveis.

Contexto e respostas internacionais

Em janeiro de 2024, a Noruega abriu cerca de 281 mil km² de águas árticas para exploração de minerais, medida recebida com críticas da União Europeia por riscos a pesca e biodiversidade. Parlamentares europeus contestaram a decisão.

Em dezembro de 2025, Oslo anunciou a suspensão da mineração de fundo do mar até o fim de 2029 e reduziu o financiamento público para mapeamento do fundo marinho. Em nível global, mais de 40 países apoiam uma moratória permanente.

Marco regulatório e objetivos da ação

A ação ocorre próximo à entrada em vigor do acordo das Nações Unidas sobre a Biodiversidade nas Águas Internacionais, em janeiro de 2026, que cria o primeiro regime vinculante para proteção da vida nos oceanos fora de zonas nacionais. O tratado visa ampliar áreas protegidas.

Até hoje, mais de 60% dos oceanos são classificados como alta mar, mas menos de 1,5% contam com proteção formal. A Greenpeace pede que governos criem Santuários oceânicos e adotem moratória imediata à mineração de fundo marinho.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais