- Pela primeira vez, avaliação de risco de extinção foi realizada para uma moss da Antártida, Roaldia revoluta, e a espécie foi classificada como ameaçada na região antártica.
- Estima-se que haja cerca de oitenta indivíduos adultos de Roaldia revoluta na Antártida.
- A avaliação apontou dificuldades na obtenção de registros confiáveis, já que muitas coletas não são feitas por taxonomistas especializados em musgos.
- Não há registros da espécie em Áreas Antárticas Especialmente Protegidas, e há preocupação com distúrbios causados por atividades de pesquisa e turismo.
- O estudo recomenda levantamentos mais detalhados e o uso dos resultados para futuras áreas protegidas que levem em conta plantas ameaçadas.
A Antarctica recebeu, pela primeira vez, uma avaliação de risco de extinção de uma mossa. O estudo analisou a espécie Roaldia revoluta e concluiu que ela é regionalmente ameaçada no continente. A pesquisa envolve especialistas da British Antarctic Survey.
Conduzido por uma equipe internacional, o trabalho mapeou a distribuição da mossa a partir de herbários e dados de expedições. Foram estimados cerca de 80 indivíduos adultos no continente, em áreas sem gelo, e o risco foi classificado como aumentado naquela região.
O investigador sênior Peter Convey, coautor do estudo, destaca que nem todas as coletas são feitas por taxonomistas especialistas em briófitos, o que dificulta registros confiáveis. A partir dos achados, reforça-se a necessidade de levantamentos mais detalhados.
Contexto de conservação e impactos
A pesquisa aponta que musgos formam grande parte da vegetação antártica e são vulneráveis a distúrbios causados por atividades de pesquisa, turismo, pisoteio e construção de estações. Danos podem levar décadas para se recuperar.
Os autores verificaram ainda a ausência de Roaldia revoluta em áreas especialmente protegidas antárticas, sugerindo fragilidade do habitat de plantas no continente. O estudo é visto como etapa inicial para futuras áreas protegidas com presença de plantas ameaçadas.
Sobre a espécie e o panorama global
Globalmente, Roaldia revoluta é classificada como de menor preocupação na lista da IUCN. Entretanto, partes da sua área de ocorrência apresentam declines acentuados, como na Romênia e no Reino Unido, havendo risco de extinção em alguns territórios. A situação antártica contrasta com esse quadro global.
Entre na conversa da comunidade