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Cocaína e antibióticos são encontrados na Lagoa da Conceição, em Florianópolis

- Estudo da UFSC detecta cocaína e contaminantes na Lagoa da Conceição. - Concentrações de cocaína são alarmantes, entre as mais altas do mundo. - Esgoto não tratado e descarte ilegal são fontes prováveis de contaminação. - Secretaria do Meio Ambiente planeja ações para mitigar impactos humanos. - Monitoramento contínuo é essencial para garantir a segurança do pescado.

A Lagoa da Conceição, em Florianópolis, apresenta altos níveis de cocaína e outros contaminantes, como cafeína e antibióticos, segundo pesquisa da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). O estudo aponta que o esgoto não tratado e o descarte ilegal são possíveis fontes da contaminação. A concentração de cocaína encontrada é uma das mais elevadas do […]

A Lagoa da Conceição, em Florianópolis, apresenta altos níveis de cocaína e outros contaminantes, como cafeína e antibióticos, segundo pesquisa da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). O estudo aponta que o esgoto não tratado e o descarte ilegal são possíveis fontes da contaminação. A concentração de cocaína encontrada é uma das mais elevadas do mundo, refletindo os impactos das atividades humanas no meio ambiente.

A professora Silvani Verruck, do departamento de Ciência e Tecnologia de Alimentos da UFSC, considera os resultados “surpreendentes, mas esperados”, uma vez que essas substâncias são frequentemente liberadas na urina e fezes humanas. Embora a pesquisa não tenha divulgado dados quantitativos completos, a expectativa é que um novo artigo com essas informações seja publicado ainda em 2024. A pesquisa identificou 35 contaminantes emergentes, incluindo antibióticos que podem afetar a flora e fauna locais.

A Secretaria do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Florianópolis afirmou que tomará providências com órgãos responsáveis pelo saneamento e preservação da lagoa. O ambientalista Paulo Horta destacou que a pesquisa indica a ineficiência do sistema de saneamento na região, com a presença de metais pesados e xenobióticos que prejudicam a saúde da fauna, flora e usuários da lagoa.

A Companhia Catarinense de Águas e Saneamento (Casan) declarou que os resultados da UFSC não estão relacionados ao efluente tratado pela empresa. A Casan monitora a água da lagoa desde o rompimento de uma lagoa artificial em 2021 e ressaltou que a qualidade da água varia entre as regiões da lagoa, influenciada por fatores como crescimento populacional e descarte inadequado de esgoto.

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