Os hospitais enfrentaram a retenção de R$ 5,8 bilhões em pagamentos por serviços prestados durante o último ano, devido a glosas, que ocorrem quando há divergências entre prestadores e operadoras de saúde. Esse valor representa 15,89% do que os hospitais deveriam receber das operadoras em 2024. A informação é parte de um levantamento da Associação […]
Os hospitais enfrentaram a retenção de R$ 5,8 bilhões em pagamentos por serviços prestados durante o último ano, devido a glosas, que ocorrem quando há divergências entre prestadores e operadoras de saúde. Esse valor representa 15,89% do que os hospitais deveriam receber das operadoras em 2024. A informação é parte de um levantamento da Associação Nacional dos Hospitais Privados (Anahp), que também revelou um aumento de 4 pontos percentuais nas glosas em comparação a 2023.
A Anahp ressaltou que apenas 1,96% do montante alvo das glosas permaneceu suspenso após análise, indicando que a maior parte dos pagamentos retidos foi considerada devida. O estudo foi realizado com 85 hospitais entre 21 de janeiro e 28 de fevereiro e divulgado recentemente, em um contexto onde a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) reportou um lucro de R$ 10,2 bilhões dos planos de saúde médico-hospitalares.
As glosas representam um desafio significativo para os hospitais, que dependem desses recursos para manter suas operações. A crescente porcentagem de glosas pode indicar problemas na comunicação e na gestão de faturamento entre prestadores e operadoras, o que pode impactar a qualidade dos serviços prestados.
O cenário atual levanta preocupações sobre a sustentabilidade financeira dos hospitais, especialmente em um momento em que a ANS reporta lucros substanciais. A discrepância entre os lucros das operadoras e as dificuldades enfrentadas pelos prestadores de serviços de saúde destaca a necessidade de uma revisão nas práticas de faturamento e na relação entre os envolvidos no setor.
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