Moradores de Congonhas, em Minas Gerais, estão preocupados com a barragem Casa de Pedra, que contém 65 milhões de metros cúbicos de água. Eles relatam problemas de saúde mental por causa da insegurança da estrutura, enquanto a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) afirma que a barragem é segura. Desde o desastre de Mariana, a população vive em tensão. O Movimento Atingido por Barragens (MAB) informa que cerca de 4.330 pessoas moram perto da barragem, com outras 12 mil em áreas de evacuação. Em uma audiência, foram discutidos relatos de aumento no uso de medicamentos e o medo que dias chuvosos trazem. Dados mostram que a depressão intensa em Brumadinho aumentou de 28,8% para 38,4% entre 2021 e 2023. Fissuras na barragem foram encontradas em 2017, levando a exigências de segurança. Em 2019, duas escolas foram fechadas, mas os moradores não foram reassentados. Um deslizamento em 2022 contaminou um rio próximo, embora a CSN diga que foi em área adjacente. A empresa investiu R$ 9 milhões em planos de evacuação. O aposentado Sebastião dos Santos, de 64 anos, vive com medo, especialmente em dias de chuva, lembrando tragédias como a de Brumadinho. O padre Antônio Claret sugere o reassentamento, mas muitos moradores estão desiludidos com a falta de soluções. A CSN considera o reassentamento inviável por possíveis danos ambientais e sociais, enquanto a saúde mental da população continua a ser uma preocupação crescente.
Congonhas, em Minas Gerais, enfrenta preocupações com a barragem Casa de Pedra, que abriga 65 milhões de metros cúbicos de água. Moradores relatam aumento de problemas de saúde mental devido à insegurança da estrutura, enquanto a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) garante que a barragem é segura.
Desde o desastre de Mariana, há quase dez anos, a população local vive sob tensão. O Movimento Atingido por Barragens (MAB) destaca que cerca de 4.330 pessoas residem nas proximidades da barragem, com outras 12 mil na “zona de auto salvamento”, onde sirenes estão instaladas para evacuação em caso de emergência. O MAB alerta que, em um eventual colapso, os moradores teriam apenas oito segundos para fugir.
Em audiência realizada em janeiro pelo Ministério Público de Minas Gerais, foram discutidos relatos de aumento no uso de medicamentos controlados e o medo que os dias chuvosos trazem à população. Dados da Fiocruz indicam que, entre 2021 e 2023, a depressão intensa em Brumadinho aumentou de 28,8% para 38,4%. A Promotoria busca avaliar o impacto da insegurança nas condições de saúde mental dos moradores.
Fissuras na barragem foram identificadas em 2017, levando a exigências de segurança. Em 2019, duas escolas próximas foram fechadas, mas os moradores não foram reassentados. Em 2022, um deslizamento de terra causou a contaminação de um rio próximo, embora a CSN afirme que o incidente ocorreu em área adjacente à barragem. A empresa investiu R$ 9 milhões em planos de evacuação e segurança.
O aposentado Sebastião dos Santos, de 64 anos, expressa seu medo constante, especialmente em dias de chuva. Ele relembra tragédias como a de Brumadinho, onde 268 pessoas perderam a vida. O padre Antônio Claret, da paróquia Nossa Senhora da Conceição, sugere o reassentamento da população, mas muitos moradores se sentem desiludidos com a falta de soluções.
A CSN afirma que o reassentamento é inviável devido a possíveis prejuízos ambientais e socioeconômicos, reiterando que a barragem é segura. A saúde mental da população continua sendo uma preocupação crescente, com a comunidade clamando por soluções efetivas.
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