A ofensiva militar de Israel em Gaza, que começou após um ataque do Hamas em outubro de 2023, resultou em mais de 53 mil mortes, a maioria civis. A destruição de prédios liberou fibras de amianto, um material tóxico que pode causar doenças respiratórias e câncer. O Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente estima que até 2,3 milhões de toneladas de entulho em Gaza podem estar contaminadas com amianto, que é perigoso quando perturbado. Especialistas alertam que a exposição ao amianto pode levar a doenças graves entre 20 e 60 anos após a inalação. A população de Gaza, que vive em alta densidade, está mais preocupada com os bombardeios do que com os riscos à saúde do amianto. Em conflitos anteriores, a ONU já encontrou amianto nos escombros de Gaza, e a remoção desse material é complicada, podendo levar até 21 anos e custar cerca de 1,2 bilhão de reais. A situação atual exige cuidado para evitar a liberação de fibras tóxicas durante a reconstrução.
A ofensiva militar israelense em Gaza, iniciada após um ataque do Hamas em outubro de 2023, resultou em mais de 53 mil mortes, principalmente entre civis. A destruição de edifícios liberou fibras de amianto, um material tóxico presente em construções antigas, aumentando o risco de doenças respiratórias e câncer.
O Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) estima que até 2,3 milhões de toneladas de entulho em Gaza podem estar contaminadas com amianto. Este mineral, amplamente utilizado em telhados de abrigos, libera fibras perigosas quando perturbado, que podem ser inaladas e causar condições graves, como asbestose e mesotelioma, um tipo agressivo de câncer de pulmão.
Especialistas alertam que a exposição ao amianto pode ter efeitos a longo prazo, com o desenvolvimento de doenças ocorrendo entre 20 e 60 anos após a exposição. O professor Bill Cookson, diretor do Centro Nacional de Pesquisa sobre Mesotelioma em Londres, destaca que mesmo pequenas inalações podem resultar em mesotelioma, uma doença que é frequentemente diagnosticada em estágios avançados.
A densidade populacional em Gaza, com cerca de 2,1 milhões de habitantes em 365 km², torna difícil evitar a inalação de fibras de amianto. A médica Chiara Lodi, coordenadora da ONG Medical Aid for Palestinians, observa que a população está mais preocupada com os bombardeios do que com os riscos à saúde causados pelo amianto.
Após conflitos anteriores, como em 2009, a ONU já havia encontrado amianto em escombros de Gaza. A remoção desse material contaminado é complexa e pode levar até 21 anos, com um custo estimado de R$ 1,2 bilhão. A situação atual exige uma gestão cuidadosa para evitar a liberação de fibras tóxicas durante o processo de reconstrução.
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