Um estudo recente mostrou que quem usa maconha regularmente tem um risco 23% maior de desenvolver demência em cinco anos. A pesquisa analisou dados de mais de 6 milhões de pessoas e encontrou um aumento nas internações relacionadas ao uso da droga. Aqueles que buscam atendimento médico por causa da maconha têm um risco 72% maior de demência em comparação com a população em geral. Além disso, usuários têm quase 25% mais chances de precisar de atendimento de emergência. Os pesquisadores, incluindo Daniel Myran da Universidade de Ottawa, afirmam que, embora os dados sejam preocupantes, não provam que o uso de maconha causa demência. Robert Page, professor de farmácia clínica, alerta que o estudo deve ser um sinal de alerta para médicos, já que muitos usuários têm dificuldade em parar, mesmo com problemas de saúde. O uso de maconha cresceu nos últimos anos, e cerca de 30% dos usuários podem se tornar dependentes. O estudo também revelou que, após uma internação por uso de cannabis, 5% dos pacientes foram diagnosticados com demência em cinco anos e 19% em dez anos. As internações aumentaram cinco vezes entre adultos de 45 a 64 anos e quase 27 vezes entre pessoas com 65 anos ou mais. Myran sugere que o uso regular de maconha pode afetar a saúde do cérebro, causando inflamação e danos. Além disso, usuários frequentes podem desenvolver problemas como depressão e isolamento social.
Um estudo recente publicado no periódico Jama Neurology revela que usuários regulares de maconha têm um risco 23% maior de demência em cinco anos. A pesquisa analisou dados de mais de 6 milhões de pessoas e identificou um aumento significativo nas hospitalizações relacionadas ao uso da substância.
Os pesquisadores destacam que aqueles que buscam atendimento médico devido ao uso de cannabis apresentam um risco 72% maior de demência em comparação com a população geral. O coautor do estudo, Daniel Myran, professor assistente da Universidade de Ottawa, ressalta que esses dados consideram fatores como idade, sexo e condições de saúde pré-existentes.
Aumento nas internações por uso de maconha também foi observado. O estudo indica que usuários têm quase 25% mais chances de necessitar de atendimento de emergência em comparação aos não usuários. Myran enfatiza que a pesquisa sugere uma associação preocupante, embora não estabeleça uma relação causal direta entre o uso de cannabis e a demência.
Sinal de alerta para profissionais de saúde
Robert Page, professor de farmácia clínica na Universidade do Colorado, alerta que o estudo deve servir como um sinal de alerta para os profissionais de saúde. Ele observa que pessoas com transtorno por uso de cannabis frequentemente enfrentam dificuldades para parar, mesmo diante de problemas de saúde. A dependência pode afetar a saúde mental, levando a sintomas graves de abstinência.
O uso de maconha aumentou significativamente nos últimos anos, contribuindo para uma maior incidência de dependência. Dados dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos indicam que cerca de 30% dos usuários podem desenvolver dependência.
Impacto no cérebro
Os pesquisadores analisaram registros médicos de pessoas entre 45 e 105 anos em Ontário, entre 2008 e 2021. O estudo revelou que, após uma hospitalização por uso de cannabis, 5% dos pacientes foram diagnosticados com demência em cinco anos, e 19% em dez anos. As internações por uso de maconha aumentaram cinco vezes entre adultos de 45 a 64 anos e quase 27 vezes entre pessoas com 65 anos ou mais.
Myran sugere que o uso regular de maconha pode alterar a conectividade neural no cérebro, potencialmente levando a inflamação e danos microvasculares. Além disso, usuários frequentes podem desenvolver fatores de risco para demência, como depressão e isolamento social.
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