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Quiet quitting: movimento prioriza limites no trabalho e bem-estar mental dos funcionários

Quiet quitting, ou demissão silenciosa, ganha força nos EUA, com 50% da força de trabalho adotando essa prática para preservar a saúde mental.

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O “quiet quitting”, ou “demissão silenciosa”, é uma prática que se popularizou, especialmente nos Estados Unidos, onde cerca de 50% dos trabalhadores se identificam com essa abordagem. Essa filosofia defende que os funcionários devem cumprir apenas o que foi acordado em seus contratos, sem fazer mais do que o esperado, priorizando assim o bem-estar mental e evitando a pressão excessiva no trabalho. A psicóloga Cristiane Santos explica que essa prática pode ajudar a reduzir a ansiedade e melhorar a organização do trabalho, além de equilibrar as relações entre líderes e empregados. No entanto, é importante diferenciar o quiet quitting da desmotivação, que é uma resposta a problemas no ambiente de trabalho. Enquanto o quiet quitting é uma escolha consciente, a desmotivação pode surgir de falta de reconhecimento ou de situações difíceis. A prática pode ser benéfica, mas se não for bem administrada, pode levar ao boreout, que é o tédio e a frustração no trabalho. Para adotar o quiet quitting de forma saudável, é essencial ser claro com a liderança sobre os limites estabelecidos e entender a própria situação profissional.

O conceito de “quiet quitting”, ou “demissão silenciosa”, tem ganhado destaque, especialmente nos Estados Unidos, onde cerca de 50% da força de trabalho se identifica como quiet quitters. Essa prática visa estabelecer limites no trabalho, priorizando o bem-estar mental dos funcionários.

A filosofia do quiet quitting defende que os trabalhadores devem cumprir apenas o que foi acordado em seus contratos, evitando a pressão para realizar tarefas além do esperado. Essa abordagem se opõe à cultura de “fazer mais do que o esperado”, comum em muitas empresas. O movimento se popularizou após um vídeo viral nas redes sociais, gerando discussões sobre sua eficácia e relação com a síndrome de burnout.

Cristiane Santos, psicóloga do Núcleo de Atendimento Psicológico e Psicopedagógico da Faculdade Santa Marcelina, afirma que o quiet quitting pode ser benéfico para a saúde mental. Segundo ela, a expectativa de que os funcionários trabalhem além do que é solicitado pode levar a um ambiente de pressão, resultando em estresse e fadiga mental. Santos destaca que é fundamental que as empresas definam claramente as obrigações de ambas as partes para evitar mal-entendidos.

A relação entre o quiet quitting e a síndrome de burnout é complexa. Enquanto o quiet quitting é uma escolha consciente, a desmotivação no trabalho pode ser um sinal de problemas mais profundos. Santos explica que a desmotivação pode ocorrer quando um funcionário, que sempre superou as expectativas, se sente desvalorizado. Em contrapartida, o quiet quitting é uma decisão deliberada para estabelecer limites.

Para aqueles que consideram adotar o quiet quitting, a psicóloga sugere algumas estratégias. É importante ser claro com a liderança sobre as razões dessa escolha e cumprir as entregas acordadas. Além disso, é essencial entender a própria situação profissional e ressignificar a busca por reconhecimento constante. A prática pode ser uma solução para evitar o burnout, mas deve ser administrada com cuidado para não evoluir para o boreout, que é o tédio e a frustração no trabalho.

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