Em Alta Copa do Mundo NotíciasFutebol_POLÍTICA_Brasileconomia

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Terapia imunológica elimina câncer em 80% dos pacientes com mutação genética específica

Imunoterapia imunoblativa apresenta resultados promissores, com 80% de remissão em pacientes com diversos tipos de câncer.

0:00
Carregando...
0:00

Uma nova terapia chamada imunoterapia imunoblativa tem mostrado resultados muito bons no tratamento de câncer. Três anos atrás, essa abordagem conseguiu eliminar tumores em todos os pacientes com câncer de reto que participaram do estudo. Agora, em um novo grupo de 100 pacientes com diferentes tipos de câncer, como esôfago, estômago e próstata, 80% apresentaram a aparente eliminação do câncer. Essa terapia é especialmente eficaz em pessoas com uma mutação genética específica. Os médicos acreditam que essa técnica pode mudar a forma como o câncer é tratado, evitando métodos mais agressivos como cirurgia e quimioterapia. Um exemplo é Maureen Sideris, uma paciente que, após receber o tratamento, viu seu câncer desaparecer e se sente muito bem. O medicamento usado, chamado dostarlimab, ajuda o sistema imunológico a combater as células cancerígenas. Os pesquisadores ainda estão acompanhando os pacientes para garantir que os tumores não voltem, mas os resultados até agora são promissores.

Uma nova abordagem no tratamento do câncer, chamada imunoterapia imunoblativa, apresentou resultados promissores em oitenta por cento de cem pacientes com diferentes tipos de câncer, incluindo esôfago, estômago, colon, fígado, bexiga, útero e próstata. Essa terapia, que já havia demonstrado eficácia total na eliminação de tumores em pacientes com câncer de reto há três anos, evita a necessidade de tratamentos mais agressivos, como cirurgia e quimioterapia.

Os resultados foram divulgados por pesquisadores do Centro Oncológico Memorial Sloan Kettering, em Nova York. A oncóloga Ana Fernández Montes, que não participou do estudo, afirmou que os dados representam um “mudança de paradigma” no tratamento oncológico. Entre os pacientes, destaca-se Maureen Sideris, uma nova-iorquina de setenta e um anos, que, após receber o medicamento dostarlimab, viu seu câncer gastroesofágico entrar em remissão completa, evitando uma cirurgia arriscada.

O dostarlimab, um anticorpo desenvolvido pela AnaptysBio, atua bloqueando a proteína PD-1, que inibe a resposta do sistema imunológico contra células tumorais. O tratamento foi inicialmente aprovado em dois mil e vinte e um para câncer de endométrio, em combinação com quimioterapia. O novo estudo, publicado na revista *New England Journal of Medicine*, envolveu pacientes com uma mutação genética específica, chamada deficiência na reparação de erros de emparelhamento, que torna os tumores mais sensíveis a esse tipo de terapia.

Resultados e Implicações

Dos cem pacientes tratados, oitenta e quatro apresentaram a aparente eliminação do câncer. Entre os quarenta e nove pacientes com câncer de reto, não foram encontrados sinais da doença. Nos outros cinquenta e quatro com tumores em diferentes locais, aproximadamente dois terços mostraram resposta completa. Os pesquisadores ressaltam que mais tempo é necessário para confirmar a eficácia a longo prazo, especialmente em casos não retal.

O custo do tratamento é elevado, com uma única dose custando mais de 5 mil euros. Contudo, especialistas acreditam que a imunoterapia pode se tornar mais econômica a longo prazo, ao evitar terapias tradicionais dispendiosas. O oncólogo Luis Alberto Díaz, que lidera a pesquisa, acredita que a imunoterapia imunoblativa pode revolucionar o tratamento do câncer, evitando efeitos colaterais graves associados a métodos convencionais.

Relacionados:

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais