Lorena Kourousias, uma psicóloga mexicana que se mudou para os Estados Unidos em 2010, enfrentou dificuldades como mulher migrante ao trabalhar em serviços domésticos. Hoje, ela é diretora da Mixteca, uma ONG em Nova York que ajuda mulheres imigrantes, oferecendo terapia e recursos essenciais. Com o aumento da violência e o fechamento de abrigos, Kourousias se dedica a apoiar especialmente mulheres e mães solteiras que chegaram recentemente. Muitas delas buscam itens básicos como fraldas e leite, além de terapia, após sofrerem violência durante a migração e nos abrigos. Kourousias, que tinha uma carreira estabelecida no México, decidiu migrar em busca de segurança financeira, mas enfrentou desafios ao encontrar trabalho. Na Mixteca, 85% dos atendidos são mulheres imigrantes que recebem apoio psicológico e participam de oficinas para lidar com traumas e violência. A ONG também incorpora elementos culturais nas terapias, ajudando as mulheres a se sentirem mais à vontade para discutir saúde mental. Kourousias e sua equipe estão cientes das dificuldades que essas mulheres enfrentam, pois muitas precisam trabalhar para sustentar seus filhos, mesmo correndo o risco de deportação.
Lorena Kourousias, psicóloga mexicana, migrou para os Estados Unidos em 2010 em busca de melhores condições de vida. Atualmente, ela lidera a Mixteca, uma ONG em Nova York que oferece apoio a mulheres imigrantes, especialmente em um contexto de aumento da violência e fechamento de abrigos.
Kourousias, que trabalhou como psicóloga no México, enfrentou vulnerabilidades ao chegar aos EUA, onde inicialmente trabalhou em serviços domésticos. Ela percebeu a precariedade das mulheres migrantes, que muitas vezes vivem em condições abusivas. Hoje, como diretora da Mixteca, Kourousias se dedica a ajudar mulheres e mães imigrantes solteras, que enfrentam desafios significativos, incluindo a ameaça de deportação.
Desde 2022, com a chegada de migrantes enviados por ônibus do Texas, a demanda por serviços aumentou. Muitas mulheres buscam itens essenciais, como fraldas e leite, além de apoio psicológico. A ONG atende cerca de 85% de mulheres imigrantes, oferecendo terapia individual e workshops para lidar com traumas e prevenir a violência doméstica.
A coordenadora de Saúde Mental da Mixteca, Aldonza Balbuena, destaca que a violência e o estresse são comuns entre as atendidas. Kourousias, que possui formação acadêmica robusta, enfatiza que a migração é muitas vezes forçada por condições econômicas. Ela observa que as mães imigrantes atuais enfrentam uma situação ainda mais difícil, especialmente aquelas que vivem em abrigos.
A Mixteca também promove terapias alternativas que incorporam elementos culturais, como a preparação de alimentos típicos, para facilitar a discussão sobre saúde mental. Kourousias e sua equipe buscam criar um espaço seguro onde as mulheres possam compartilhar suas experiências e encontrar apoio emocional.
Entre na conversa da comunidade