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Melissa Medeiros transforma dor em luta e funda associação contra câncer de cabeça e pescoço

Após um diagnóstico tardio de câncer de laringe, Melissa Medeiros e seu filho fundaram a ACBG Brasil, lutando por direitos e reabilitação para pacientes.

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Melissa Medeiros, de 53 anos, enfrentou problemas de saúde após parar de fumar, levando a um diagnóstico tardio de câncer de laringe. Depois de uma série de consultas médicas, ela finalmente fez uma tomografia que revelou a doença em estágio avançado. Melissa passou por uma laringectomia total e uma traqueostomia, o que a fez sentir que perdeu sua identidade e sua voz, essenciais para seu trabalho em marketing. Junto com seu filho, Gabriel Marmentini, ela fundou a ACBG Brasil, uma associação que defende melhores políticas para pacientes com câncer de cabeça e pescoço. A organização já conseguiu a inclusão da laringe eletrônica no SUS e está trabalhando para garantir a reabilitação oncológica na Política Nacional para a Prevenção e Controle do Câncer. Além disso, a ACBG Brasil ajudou a criar leis que instituem julho como o Mês Nacional de Combate ao Câncer de Cabeça e Pescoço e o dia 11 de agosto como o Dia Nacional do Laringectomizado. A expectativa é que um protocolo nacional de tratamento seja aprovado em breve, visando melhorar o atendimento a pacientes em todo o Brasil.

Cinco anos após deixar de fumar, Melissa Medeiros, de 53 anos, enfrentou um diagnóstico tardio de câncer de laringe. Os sintomas começaram em 2009, com dificuldades para engolir e tosse seca. Após consultas frustradas, um exame revelou a doença em estado avançado, levando a uma laringectomia total e traqueostomia.

Melissa e seu filho, Gabriel Marmentini, fundaram a ACBG Brasil (Associação Brasileira de Câncer de Cabeça e Pescoço). A associação busca promover políticas públicas para pacientes com câncer, incluindo a inclusão da laringe eletrônica no Sistema Único de Saúde (SUS) e a reabilitação oncológica na Política Nacional para a Prevenção e Controle do Câncer (PNPCC).

A ACBG Brasil, criada em 2015, atua em advocacy, conectando pacientes, familiares e profissionais de saúde. Uma das conquistas foi a inclusão da laringe eletrônica na tabela do SUS. O dispositivo permite que pacientes se comuniquem após a remoção da laringe. Além disso, a associação colaborou para que a reabilitação oncológica se tornasse parte essencial do tratamento.

Melissa destaca a importância da reabilitação, afirmando que não basta apenas remover tumores. A ACBG Brasil também ajudou a instituir julho como o Mês Nacional de Combate ao Câncer de Cabeça e Pescoço e o dia 11 de agosto como o Dia Nacional do Laringectomizado.

Gabriel Marmentini, diretor-executivo da ACBG Brasil, enfatiza a necessidade de um protocolo nacional para o tratamento de pacientes. A associação busca ainda melhorias na regulação das filas do SUS e a criação de centros de referência, especialmente na região Norte. Muitas pessoas desistem do tratamento devido a dificuldades financeiras e logísticas.

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