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Nova diretriz europeia redefine classificação da pressão arterial e recomendações de tratamento

Nova diretriz europeia redefine pressão arterial normal para 120 por 70 mmHg e recomenda intervenções precoces para hipertensão.

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A nova diretriz europeia sobre hipertensão arterial alterou a pressão considerada normal de 120 por 80 mmHg para 120 por 70 mmHg. Essa mudança se baseia em estudos que mostram riscos maiores de problemas cardíacos a partir de 115 por 70 mmHg. A diretriz também introduz a categoria de “pressão arterial elevada”, que inclui a antiga medida de 12 por 8 e exige acompanhamento mais próximo dos pacientes. Para adultos a partir de 20 anos, a recomendação é que aqueles com alto risco cardiovascular, como quem já teve infarto ou tem diabetes, façam mudanças no estilo de vida, como exercícios e dieta saudável. Se a pressão não melhorar em três meses, o tratamento com medicamentos deve ser iniciado. Além disso, a diretriz sugere que, ao diagnosticar hipertensão, os médicos usem uma combinação de dois remédios em doses baixas desde o início. Também é importante medir a pressão fora do consultório para evitar diagnósticos errados. O objetivo é diagnosticar e tratar a hipertensão o mais cedo possível para reduzir riscos de problemas cardíacos e melhorar a qualidade de vida. A Sociedade Brasileira de Cardiologia está preparando novas diretrizes que devem seguir essas recomendações europeias e devem ser publicadas em 2025.

A nova diretriz europeia para o manejo da hipertensão arterial redefine a pressão considerada normal, alterando de 120 por 80 mmHg para 120 por 70 mmHg. Essa mudança, baseada em estudos que indicam riscos cardiovasculares a partir de 115 por 70 mmHg, já está sendo adotada em consultórios no Brasil.

A diretriz introduz a categoria de “pressão arterial elevada”, que inclui a antiga medida de 12 por 8 e requer um acompanhamento mais rigoroso. Essa nova classificação é aplicável a adultos a partir dos 20 anos. Para pacientes com alto risco cardiovascular, como aqueles com histórico de infarto ou diabetes, a recomendação inicial envolve mudanças no estilo de vida, como exercícios físicos e dieta saudável.

Abordagem Terapêutica

Se, após três meses, a pressão não se estabilizar abaixo de 130 por 80 mmHg, a orientação é iniciar tratamento com medicamentos. A diretriz sugere uma terapia combinada desde o início do tratamento, utilizando duas medicações em baixa dosagem. O cardiologista Fábio Argenta, membro da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), destaca que essa abordagem melhora a eficácia do tratamento.

Além disso, a nova diretriz enfatiza a importância de medições da pressão arterial fora do ambiente clínico para evitar diagnósticos incorretos, como a hipertensão mascarada. Recomenda-se a realização de exames como o MAPA (monitorização ambulatorial da pressão arterial) ou a monitorização residencial da pressão arterial (MRPA).

Objetivos das Atualizações

O foco das atualizações é diagnosticar a hipertensão e iniciar o tratamento o mais cedo possível. Argenta afirma que intervenções precoces podem reduzir o risco de complicações cardiovasculares e aumentar a qualidade de vida. A SBC está desenvolvendo novas diretrizes brasileiras, com previsão de publicação para o primeiro semestre de 2025, seguindo os parâmetros europeus.

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