Emil Ruusuvuori, um tenista da Finlândia que já esteve entre os 40 melhores do mundo, falou sobre suas dificuldades com a saúde mental. Ele ficou mais de quatro meses sem jogar devido a ataques de pânico e problemas emocionais. Ruusuvuori contou que, durante competições, sua mente estava tão sobrecarregada que isso afetou sua vida fora das quadras, causando insônia e pesadelos. Ele começou a ter ataques de pânico até mesmo fora do tênis, como quando dirigia. Após perceber que precisava de ajuda, ele se afastou do esporte e começou a conversar com um psicólogo. Durante esse tempo, ele jogou padel para se distrair e, ao voltar ao circuito, ainda enfrenta desafios, mas agora se sente mais preparado para lidar com suas emoções. Ruusuvuori compartilhou sua história para ajudar outras pessoas a entenderem a importância de cuidar da saúde mental e que não há problema em ter dias ruins, lembrando que tempos difíceis não duram para sempre.
Emil Ruusuvuori, ex-top 40 do tênis, revelou suas lutas com a saúde mental em uma carta publicada no site da ATP. O finlandês, atualmente na 254ª posição do ranking, ficou mais de quatro meses sem jogar devido a ataques de pânico e dificuldades emocionais.
O tenista de 26 anos compartilhou que sua saúde mental deteriorou-se durante o torneio de Roland Garros no ano passado. Ele descreveu episódios de insônia e pesadelos, que culminaram em ataques de pânico fora das quadras. “Durante Wimbledon, precisei encostar o carro porque parecia que ia desmaiar”, contou Ruusuvuori.
Após uma série de eventos estressantes, ele decidiu se afastar do circuito. “Viajei para Montréal e desisti alegando gastroenterite, mas na verdade foi por causa da minha mente”, explicou. Durante esse período, ele se afastou do tênis e buscou apoio psicológico, jogando padel como forma de aliviar a pressão.
Retorno ao Circuito
Desde fevereiro, Ruusuvuori tenta retomar sua carreira. Ele enfatiza a importância de cuidar da saúde mental e compartilha uma mensagem de esperança: “Tempos difíceis não duram para sempre”. O tenista também destacou que não há problema em ter dias ruins e que é fundamental buscar ajuda.
Ruusuvuori, que começou a falar sobre suas dificuldades há cerca de dez anos, percebeu que a luta pela saúde mental é comum entre atletas. Ele recebeu apoio de amigos e familiares, o que o ajudou a enfrentar seus desafios. “Se a minha história ajudar pelo menos uma pessoa, já terá valido a pena”, concluiu.
A trajetória de Ruusuvuori serve como um lembrete da importância de discutir abertamente questões de saúde mental, especialmente no esporte, onde a pressão é intensa.
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