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Estresse e saúde mental impactam o tratamento e a evolução do câncer, alerta especialista

Estudo revela que transtornos mentais crônicos afetam a saúde de pacientes com câncer, impactando adesão ao tratamento e evolução da doença.

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O estresse é frequentemente associado ao câncer, mas não há provas científicas que liguem estresse agudo ao surgimento de tumores. No entanto, transtornos mentais crônicos, como depressão e ansiedade, podem afetar a saúde de pacientes com câncer, prejudicando a adesão ao tratamento e a evolução da doença. A depressão, por exemplo, pode enfraquecer o sistema imunológico e aumentar a inflamação, fatores que podem influenciar o desenvolvimento de doenças. Pacientes com câncer também enfrentam desafios emocionais significativos, que podem impactar seu bem-estar e a forma como lidam com o tratamento. Estudos mostram que pacientes com depressão podem ter resultados piores em certos tipos de câncer. Além disso, uma pesquisa recente revelou que mais de 60% dos pacientes oncológicos no Brasil relataram sintomas de ansiedade ou depressão após o diagnóstico, muitos sem buscar ajuda. Estratégias como terapia e grupos de apoio são importantes para ajudar esses pacientes a enfrentar a doença, mostrando que buscar apoio psicológico é um sinal de força.

O oncologista Fernando Maluf, cofundador do Instituto Vencer o Câncer, esclarece que não há comprovação científica de que o estresse agudo cause câncer. Embora o estresse seja frequentemente mencionado como um fator de risco, sua relação com o surgimento de tumores é complexa e ainda não totalmente compreendida.

Estudos recentes, no entanto, apontam que transtornos psiquiátricos crônicos, como depressão e ansiedade, podem impactar negativamente a saúde de pacientes com câncer. Esses distúrbios afetam a adesão ao tratamento e a evolução da doença. A depressão, por exemplo, está associada à redução da imunidade e ao aumento da inflamação, fatores que podem influenciar o desenvolvimento de doenças, incluindo o câncer.

Impacto da Saúde Mental

Pacientes oncológicos enfrentam uma carga emocional significativa após o diagnóstico. O medo do futuro e as mudanças na vida cotidiana podem levar a um estado de saúde mental debilitado. Mais de 60% dos pacientes relataram sintomas de ansiedade ou depressão após o diagnóstico, segundo uma pesquisa do Instituto Vencer o Câncer em parceria com a IQVIA. Muitos não buscam ajuda profissional devido ao estigma ou à falta de informação.

Um estudo apresentado no Congresso Americano de Oncologia de 2024 revelou que pacientes com câncer de mama que relataram altos níveis de estresse e dor no início do tratamento tiveram piores resultados clínicos. Os pesquisadores destacam a importância de avaliar a saúde mental e a qualidade de vida em ensaios clínicos, sugerindo uma abordagem mais integrada no cuidado ao paciente.

Estratégias de Apoio

Terapias como a terapia cognitivo-comportamental, grupos de apoio e práticas como meditação e ioga são consideradas eficazes para melhorar o bem-estar emocional. O oncologista Maluf enfatiza que buscar ajuda psicológica não é sinal de fraqueza, mas sim uma demonstração de coragem e inteligência emocional. O suporte adequado pode ser crucial para a jornada de tratamento do câncer, permitindo que os pacientes enfrentem a doença de forma mais saudável e resiliente.

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