Em 2024, os incêndios florestais se tornaram a principal causa da perda de florestas no Brasil, representando 40% das destruições. Este ano foi o mais quente já registrado, o que intensificou os incêndios. Globalmente, a perda de florestas atingiu níveis alarmantes, com 6,7 milhões de hectares de florestas tropicais primárias destruídas, quase o dobro do ano anterior. O Brasil, junto com outros países como Bolívia e Colômbia, enfrentou grandes perdas, enquanto na Ásia, países como Indonésia e Malásia conseguiram reduzir a devastação. Os incêndios, que antes eram causados principalmente pela agricultura, agora são responsáveis por quase 50% da destruição das florestas. As condições climáticas extremas, agravadas pelo fenômeno El Niño, tornaram os incêndios mais difíceis de controlar. Além disso, os incêndios emitiram grandes quantidades de gases de efeito estufa, piorando a qualidade do ar e afetando a vida de milhões de pessoas. Apesar de mais de 140 países terem se comprometido a parar a perda de florestas até 2030, a situação continua crítica, com a Amazônia enfrentando a maior perda de cobertura arbórea desde 2016.
Os incêndios florestais se tornaram a principal causa da destruição de florestas em 2024, representando 40% das perdas no Brasil. O ano foi o mais quente já registrado, intensificando os focos de incêndio. Dados do Global Forest Watch (GFW) indicam que a perda global de florestas atingiu máximos históricos, com 6,7 milhões de hectares de florestas tropicais primárias destruídos, quase o dobro em relação a 2023.
O Brasil liderou as perdas, sendo responsável por 40% da devastação, o que marca uma mudança significativa, já que os incêndios representavam apenas 20% das perdas em anos anteriores. A seca severa e as condições climáticas extremas, exacerbadas pelo fenômeno El Niño, contribuíram para a intensidade dos incêndios.
Além do Brasil, países como Bolívia e Colômbia também enfrentaram grandes perdas. A Amazônia registrou a maior destruição desde 2016, enquanto o Pantanal foi o bioma mais afetado. O agronegócio, embora ainda impactante, foi responsável por apenas 13% das perdas florestais, em comparação com os incêndios.
O GFW destacou que, pela primeira vez, os incêndios superaram a agricultura como a principal causa da destruição de florestas primárias. As emissões de gases de efeito estufa geradas pelos incêndios em 2024 foram quatro vezes maiores do que as de todos os voos realizados no ano anterior. A qualidade do ar piorou, afetando o abastecimento de água e ameaçando a vida de milhões que dependem das florestas.
Com mais de 140 países comprometidos a parar a perda de florestas até 2030, a situação é alarmante. A combinação de desmatamento e mudanças climáticas pode dificultar a recuperação das florestas, aumentando a probabilidade de novos incêndios. A pressão sobre os ecossistemas tropicais continua a crescer, exigindo ações urgentes para preservar a biodiversidade e os serviços ambientais que as florestas oferecem.
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