Na Espanha, mulheres de 50 a 69 anos são convidadas a fazer mamografias a cada dois anos para detectar câncer de mama, com uma taxa de aceitação de 70% e cerca de seis tumores diagnosticados a cada mil exames. Um novo estudo na revista The Lancet comparou três métodos de imagem para mulheres com tecido mamário denso e descobriu que a mamografia com contraste e a ressonância magnética são mais eficazes que a ecografia na detecção de tumores. A mamografia tradicional pode não identificar câncer em mulheres com mamas densas, que têm um risco maior de desenvolver a doença. O estudo analisou mais de 9.000 mulheres e mostrou que as técnicas com contraste detectaram 17 tumores a mais por mil exames em comparação com a ecografia, que identificou apenas quatro. Apesar dos resultados promissores, o estudo não mediu se essas técnicas realmente reduzem a mortalidade por câncer ou se causam sobrediagnóstico. A discussão sobre a melhor abordagem para mulheres com tecido mamário denso continua, e especialistas ressaltam a importância de informar melhor essas mulheres sobre os riscos e opções de exames.
O programa de detecção precoce de câncer de mama na Espanha convida duas milhões de mulheres entre 50 e 69 anos a realizarem mamografias a cada dois anos. Com uma taxa de aceitação de 70%, o programa diagnostica cerca de seis tumores a cada mil exames. No entanto, mulheres com tecido mamário denso podem não ser adequadamente atendidas por essa estratégia.
Um estudo recente publicado na revista The Lancet comparou três técnicas de imagem para mulheres com tecido mamário denso. A pesquisa revelou que a mamografia com contraste e a ressonância magnética são mais eficazes que a ecografia na detecção de tumores. A densidade mamária, que não se relaciona ao tamanho do peito, pode dificultar a visualização de lesões malignas, aumentando o risco de câncer em até quatro vezes.
A mamografia convencional apresenta uma sensibilidade de 85% a 90%, mas essa taxa pode cair para 60% em mulheres com alta densidade mamária. Isso representa um desafio nos programas de triagem, onde cerca de 10% das mulheres têm mamas densas. O estudo analisou mais de nove mil mulheres e concluiu que as técnicas com contraste detectaram 17 tumores adicionais por mil exames, em comparação com apenas quatro pela ecografia.
Os pesquisadores destacam que a ressonância magnética teve uma taxa de detecção de 17,4 casos por mil exames, enquanto a mamografia com contraste alcançou 19,2 casos. Apesar dos resultados promissores, o estudo não mediu o impacto na mortalidade por câncer de mama nem os riscos de sobrediagnóstico. A discussão sobre a melhor abordagem para mulheres com tecido mamário denso continua em aberto, com a necessidade de mais evidências para garantir que os benefícios superem os riscos.
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