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Anvisa aprova donanemabe, novo tratamento que retarda Alzheimer em estágios iniciais

Aprovado no Brasil, o donanemabe promete retardar a progressão do Alzheimer em estágios iniciais, mas traz riscos e alto custo.

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A Anvisa aprovou o donanemabe, um novo medicamento para tratar a doença de Alzheimer em estágios iniciais. Esse remédio, que será vendido como Kisunla, ajuda a reduzir a progressão da doença ao remover placas de proteína no cérebro. Embora seja um avanço, seu uso pode ser limitado por riscos, como hemorragias cerebrais, e pelo alto custo, que ainda não foi definido no Brasil. O donanemabe é mais eficaz em pacientes que estão no início da doença, mas pode não ajudar aqueles com quadros mais graves. Além disso, pessoas com um gene específico, que aumenta o risco de efeitos colaterais, não devem usar o medicamento. A aprovação do donanemabe é um passo importante, mas ainda há desafios, como a necessidade de diagnósticos precoces e o acesso ao tratamento.

No dia 22 de abril, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o donanemabe, um novo medicamento para tratar a doença de Alzheimer em estágios iniciais. O fármaco, desenvolvido pela Eli Lilly, atua na remoção de placas de beta-amiloide no cérebro, reduzindo a progressão da doença em até 35% após 76 semanas de uso.

A doença de Alzheimer é a forma mais comum de demência, afetando cerca de 70% dos casos. No Brasil, a situação é alarmante: oito em cada dez pacientes não recebem diagnóstico e, portanto, não têm acesso a tratamento. O Relatório Nacional sobre a Demência (RENADE) aponta que aproximadamente 2,71 milhões de brasileiros com 60 anos ou mais sofrem de algum tipo de demência.

Eficácia e Riscos

O donanemabe é um anticorpo monoclonal que se diferencia de medicamentos tradicionais, pois atua na causa da doença, não apenas nos sintomas. Polyana Piza, neurologista do Hospital Israelita Albert Einstein, destaca que o medicamento é um avanço significativo, mas não é isento de riscos. Efeitos colaterais, como Anormalidades de Imagem Relacionadas à Amiloide (ARIA), podem ocorrer, levando a hemorragias e inchaços no cérebro. Durante os ensaios clínicos, 1,6% dos participantes apresentaram eventos graves relacionados ao uso do fármaco.

Embora o donanemabe represente uma nova esperança, seu uso é restrito a pacientes em estágios iniciais e pode não ser eficaz em casos moderados ou graves. Além disso, o alto custo do medicamento ainda não foi definido no Brasil, o que pode limitar o acesso ao tratamento.

Desafios e Futuro

A aprovação do donanemabe pode incentivar diagnósticos precoces, essenciais para maximizar os benefícios do tratamento. Luiz Andre Magno, diretor médico da Eli Lilly no Brasil, afirma que a empresa está comprometida em garantir a disponibilidade do medicamento assim que o preço for definido pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED).

Com o aumento da expectativa de vida, a projeção é que o número de casos de demência no Brasil triplique até 2050. A busca por alternativas eficazes e acessíveis para o tratamento da doença de Alzheimer é mais urgente do que nunca.

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