Pesquisadores estudaram a organização de células em 35 tipos de tecidos humanos e descobriram 12 grupos celulares que se comunicam entre si. Eles analisaram como essas células se comportam em tecidos saudáveis e como suas interações mudam em diferentes tipos de câncer. A pesquisa revelou que a composição celular varia muito entre os tecidos e que algumas células do sistema imunológico se comportam de maneira diferente com a idade. Além disso, em tecidos cancerosos, as interações celulares se reorganizam, levando à perda da estrutura saudável e à formação de um novo ambiente tumoral. Esses achados ajudam a entender como as células trabalham juntas em condições normais e doentes, o que pode ser útil para desenvolver novas estratégias de diagnóstico e tratamento.
Pesquisadores caracterizaram doze módulos celulares em trinta e cinco tecidos humanos, revelando dinâmicas espaciais e temporais que mostram como as interações celulares se reconfiguram em diferentes tipos de câncer. O estudo, que visa entender a coordenação multicelular em tecidos saudáveis e em ambientes tumorais, foi publicado recentemente.
A pesquisa foi realizada por meio da compilação de um atlas transcriptômico de célula única, que revelou uma variabilidade significativa na composição celular entre os tecidos. Utilizando dados de dois milhões de células de setecentas e seis amostras, os cientistas identificaram módulos celulares com composições e organizações espaciais distintas. Entre os achados, dois módulos imunes no baço mostraram dinâmicas cronológicas contrastantes com o envelhecimento.
Além disso, a análise de mudanças multicelulares na mama revelou uma trajetória associada à menopausa, relacionada à dinâmica de fibroblastos. O estudo também destacou a reconfiguração simultânea de dois tipos de ecossistemas multicelulares durante a progressão tumoral, evidenciando a perda da organização saudável específica do tecido e a emergência de um ecossistema canceroso convergente.
Essas descobertas estabelecem princípios organizacionais fundamentais dos ecossistemas multicelulares em saúde e câncer, criando uma base para investigações futuras sobre a coordenação funcional em nível tecidual. O trabalho é um avanço significativo na compreensão das interações celulares e pode contribuir para o desenvolvimento de novas estratégias de diagnóstico e tratamento de doenças.
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