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Desigualdade de gênero persiste em publicações científicas, aponta análise da Nature

Desigualdade de gênero persiste na publicação científica: apenas 16% dos autores correspondentes são mulheres, sem mudanças desde 2018.

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Uma nova análise mostrou que apenas 16% dos autores correspondentes de manuscritos submetidos a revistas da Nature são mulheres, uma leve queda em relação a 17% em 2018. A pesquisa abrangeu 215 mil manuscritos entre janeiro de 2023 e julho de 2024. Embora haja iniciativas para aumentar a diversidade, como a solicitação ativa de submissões de mulheres e programas de mentoria, a disparidade de gênero persiste, especialmente em áreas como ciências físicas e engenharia, onde a participação feminina é bem menor. A análise também indicou que artigos com mulheres como autoras correspondentes têm uma taxa de aceitação um pouco maior quando revisados por painéis mistos. No entanto, cerca de 20% dos manuscritos não tinham dados de gênero disponíveis, o que dificulta uma visão completa da situação. A Nature reconhece que é necessário um esforço conjunto de universidades, empresas e governos para melhorar a representação feminina na pesquisa.

A disparidade de gênero entre autores correspondentes em publicações científicas persiste, conforme uma nova análise publicada pela revista *Nature*. O estudo, que abrangeu 215 mil manuscritos submetidos entre janeiro de 2023 e julho de 2024, revela que apenas 16% dos autores correspondentes eram mulheres. Este percentual é ligeiramente inferior ao de 17% encontrado em uma análise anterior, realizada em 2018.

A pesquisa mostra que a representação feminina varia entre as áreas de estudo. Nos periódicos de psicologia e ciências da vida, as mulheres representam 33% e 23%, respectivamente. Em contrapartida, nas áreas de ciência da computação, química e física, essa proporção cai para 13% e pouco acima de 10%. A análise também destaca que as revistas mais seletivas tendem a ter uma menor participação feminina entre os autores correspondentes.

Iniciativas em Andamento

Para abordar essa questão, a *Nature* implementou iniciativas visando aumentar a diversidade entre autores e revisores. As editoras estão ativamente buscando submissões de mulheres, o que já resultou em um aumento na participação feminina em artigos de revisão. Além disso, um projeto para incentivar pesquisadores em início de carreira a participar do processo de revisão está em andamento, promovendo a mentoria por pesquisadores mais experientes.

Os dados indicam que artigos com mulheres como autoras correspondentes têm uma taxa de aceitação ligeiramente superior quando avaliados por painéis de revisão de gênero misto. No entanto, a análise não encontrou evidências de viés negativo contra mulheres nos processos editoriais e de revisão por pares.

Desafios Persistentes

Apesar dos esforços, a análise ressalta que 20% dos manuscritos não apresentaram dados de gênero, pois muitos foram submetidos por administradores de pesquisa que não divulgaram essa informação. A *Nature* reconhece que a distribuição de gênero entre autores correspondentes é uma medida imperfeita e que a meta deve ser a diversidade em toda a lista de autores.

A revista continuará a monitorar suas práticas de publicação para comparar dados ao longo dos anos. A *Nature* enfatiza que a responsabilidade de melhorar a diversidade no campo da pesquisa é coletiva, envolvendo universidades, empresas e organizações governamentais e não governamentais.

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