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Governo Trump encerra programa de US$ 258 milhões para pesquisa de vacina contra HIV

Cortes de financiamento do NIH para pesquisas de vacinas contra HIV comprometem avanços e tratamentos em populações vulneráveis.

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O governo Trump cortou um programa de US$ 258 milhões que buscava desenvolver uma vacina contra o HIV, afetando pesquisas importantes na Universidade Duke e no Instituto de Pesquisa Scripps. O NIH, que é o órgão responsável pela saúde nos EUA, decidiu não continuar com o consórcio de pesquisa e vai mudar seu foco para métodos já existentes para lidar com o HIV. Além disso, o NIH suspendeu o financiamento de um ensaio clínico de uma vacina da Moderna. Esses cortes estão interrompendo o progresso na luta contra o HIV, que já vinha diminuindo nos últimos anos. Vários estados, como Texas e Carolina do Norte, estão enfrentando dificuldades financeiras e demissões em seus departamentos de saúde devido à falta de recursos para prevenção do HIV. A Organização Mundial da Saúde relatou que, em 2023, houve 1,3 milhão de novas infecções por HIV, incluindo muitas crianças. Especialistas alertam que acabar com a pesquisa de vacinas pode ter consequências graves, já que uma vacina é essencial para controlar a pandemia de HIV.

O governo dos Estados Unidos, sob a administração de Donald Trump, anunciou o encerramento de um programa de US$ 258 milhões destinado à pesquisa de vacinas contra o HIV. A decisão foi comunicada na última sexta-feira (30) pela divisão de HIV dos Institutos Nacionais de Saúde (NIH) aos líderes do projeto da Universidade Duke e do Instituto de Pesquisa Scripps. As equipes envolvidas colaboravam em diversos projetos, incluindo tratamentos para outras doenças.

O NIH informou que a revisão do consórcio para o desenvolvimento de vacinas não resultou em apoio para sua continuidade. Um funcionário da agência afirmou que o foco será mudado para abordagens já disponíveis para combater o HIV. Além disso, o NIH suspendeu o financiamento para um ensaio clínico de uma vacina contra o HIV desenvolvida pela Moderna.

Especialistas em saúde pública expressaram preocupação com os cortes, afirmando que eles podem comprometer o progresso alcançado nas últimas décadas. O Departamento Estadual de Serviços de Saúde do Texas já pediu que beneficiários suspendessem atividades relacionadas à prevenção do HIV. No condado de Mecklenberg, na Carolina do Norte, dez funcionários foram demitidos devido à falta de recursos.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) relatou que, em 2023, houve 1,3 milhão de novas infecções por HIV, incluindo cerca de 120 mil crianças. Pesquisadores alertam que a pandemia de HIV não será encerrada sem uma vacina, e o fim da pesquisa pode resultar em mais mortes. O NIH também cancelou diversas bolsas relacionadas à profilaxia pré-exposição (PrEP), um regime preventivo eficaz contra a infecção por HIV.

Em janeiro, o governo Trump interrompeu o financiamento do Plano de Emergência do Presidente para o Alívio da AIDS (PEPFAR), que fornecia tratamento essencial para HIV na África e em países em desenvolvimento. A decisão de encerrar o programa de pesquisa é vista como um retrocesso significativo na luta contra a epidemia de HIV.

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