- Adultos com transtornos alimentares na Inglaterra aguardam, em média, 28 dias para avaliação e 42 dias para tratamento, com alguns esperando até 700 dias para tratamento.
- Crianças e jovens costumam esperar 14 dias para avaliação e 4 dias para tratamento, mas há casos de até 450 dias para tratamento.
- Existem 93 equipes comunitárias e 54 equipes hospitalares para crianças, contra 69 equipes comunitárias e 33 equipes hospitalares para adultos.
- Ao todo, 3.855 pessoas aguardavam avaliação e 4.537 aguardavam tratamento em equipes comunitárias.
- O relatório NAED — primeira avaliação nacional — aponta demanda acima da capacidade como principal motivo de atraso; a Beat ressalta disparidade preocupante entre serviços infantis e adultos.
O NHS Inglaterra publicou o primeiro levantamento nacional sobre transtornos alimentares, revelando que adultos enfrentam atrasos muito maiores do que crianças no acesso a avaliações e tratamento. O relatório da National Audit of Eating Disorders (NAED) aponta que, em média, adultos aguardam até 700 dias para tratamento vital.
O estudo, encomendado pela Healthcare Quality Improvement Partnership e financiado pelo NHS England, analisou o acesso aos serviços de transtornos alimentares em todo o país entre janeiro e maio deste ano. A divisão entre serviços infantis e adultos mostrou discrepâncias importantes.
Para crianças e jovens, existem mais equipes comunitárias disponíveis: 93 equipes comunitárias e 54 equipes de internação, contra 69 comunitárias e 33 de internação para adultos. A auditoria destacou que a maioria das equipes com fila citou demanda acima da capacidade como principal razão.
Em média, a espera para avaliação na rede infantil é de 14 dias, e para tratamento, 4 dias; porém, algumas pessoas aguardaram até 450 dias para tratamento. Entre adultos, a espera mediana para avaliação é de 28 dias e, para tratamento, 42 dias, com casos de até 700 dias.
Ao todo, 3.855 pessoas aguardavam avaliação por equipe comunitária e 4.537 aguardavam tratamento. Entre as equipes com filas, 71% indicaram demanda excedendo a capacidade como principal motivo.
Representantes da instituição Beat afirmaram que o levantamento é um passo crucial para entender e melhorar o atendimento. Tom Quinn, diretor de assuntos externos da Beat, disse que há uma disparidade crescente entre serviços infantis e adultos, com tempos de espera maiores e opções de autoavaliação menos acessíveis.
O NHS England informou que, apesar de crianças serem atendidas, o objetivo é oferecer acesso rápido a suportes consistentes para todas as idades. Segundo nota, todos os sistemas de saúde locais contam com pelo menos uma unidade especializada para adultos e crianças, e as equipes usarão os dados para reduzir filas. O NHS também orienta que pacientes procurem médicos de família para buscar ajuda o quanto antes.
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