- Argentina enfrenta dois femicídios de adolescentes. Agostina Vega, 14, foi encontrada em Córdoba; Dulce Candia, 17, em Eldorado, Misiones, apenas dias depois.
- Vega foi morta por asfixia, e o corpo foi desmembrado; ela teria ido à casa de Claudio Barrelier, 33, amigo da família, após sair de casa na noite de 23 de maio.
- Barrelier está preso sob suspeita; um motorista de táxi informou ter levado Vega até um cruzamento próximo à casa dele, com câmeras indicando a presença da vítima na residência.
- Candia foi localizada em uma fossa séptica de um canteiro abandonado, após 12 dias desaparecida; o suspeito é um motorista de táxi de 47 anos, Raúl Maslowski, que teria relação romântica com a vítima.
- O caso acontece em meio a protestos do Ni Una Menos e a críticas a mudanças do governo de Milei, que reduziram apoio a vítimas de violência de gênero; autoridades apontam queda de femicídios entre 2023 e 2025, enquanto opositores contestam os números e levantam sub-registro.
Dois casos de feminicídio abalaram a Argentina, com os corpos de duas adolescentes encontrados a poucos dias de diferença. Agostina Vega, 14 anos, foi localizada em um campo nos arredores de Córdoba após sair de casa na noite de 23 de maio. O corpo apresentava sinais de estrangulamento e desmembramento.
Claudio Barrelier, 33, amigo da família, foi preso após informações de um taxista que o deixou em uma interseção compatível com a residência dele. Câmeras mostraram Vega entrando na casa; não houve registro de saída. Barrelier nega o crime e responde por femicídio.
Dulce Candia, 17, foi achada em uma fossa séptica de um canteiro abandonado em Eldorado, Misiones, em 28 de maio. Ela estava desaparecida há 12 dias; a causa da morte também é por estrangulamento. Um motorista de 47 anos foi preso suspeito de envolvimento, segundo a polícia provincial.
A polícia informou que Candia mantinha relação romântica com o suspeito, 30 anos mais velho. Raúl Maslowski, diretor de segurança da polícia de Misiones, confirmou a prisão do homem. As investigações continuam para esclarecer o que ocorreu e o мобиль método dos assassinatos.
Os casos ocorrem antes da 11ª edição da marcha Ni Una Menos, realizada nesta semana em protesto contra a violência contra mulheres. A mobilização regional reforça a pressão por políticas de proteção às vítimas e dados mais confiáveis.
Contexto institucional e críticas ao governo foram cruciais. A gestão Milei reduziu áreas de apoio a vítimas e discutiu alterações no enquadramento legal de femicídio, o que gerou críticas de organizações de direitos humanos e feministas.
Especialistas destacam divergências sobre queda de feminicídios segundo dados oficiais. Observam que parte da redução pode resultar de sub-registro, especialmente em jurisdições com menos vigilância, e não apenas de medidas governamentais.
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