Pesquisadores estão explorando a ideia de “fantasmas geradores”, que são avatares digitais de pessoas falecidas que podem evoluir com o tempo. Isso levanta questões sobre como esses avatares poderiam se comportar, como se tornarem adolescentes ou adultos. A tecnologia já permite que pessoas preservem vozes e memórias de entes queridos, e empresas como Re;memory e HereAfter AI estão criando versões interativas dessas pessoas. Em alguns países da Ásia, essa prática é mais comum devido a tradições culturais. Esses avatares poderiam oferecer conforto emocional e até realizar tarefas, como ensinar habilidades ou ajudar em questões financeiras. No entanto, há preocupações sobre dependência emocional e privacidade, já que esses avatares podem reproduzir opiniões indesejadas ou até serem usados para atividades ilícitas. As implicações éticas e emocionais são complexas e precisam ser cuidadosamente consideradas.
Avanços em Avatares Digitais
Pesquisadores da Google DeepMind e da Universidade do Colorado Boulder introduziram o conceito de “fantasmas geradores”, avatares digitais que evoluem com o tempo. Esses avatares podem imitar vozes e personalidades de pessoas falecidas, levantando questões éticas sobre dependência e privacidade.
O conceito sugere que, ao contrário de uma réplica estática, esses avatares poderiam se desenvolver, passando de crianças para adolescentes ou adultos. “As chances de a inteligência artificial ser usada para gerar vida artificial após a morte são altas”, afirma Jed Brubaker, um dos autores do estudo. Atualmente, já existem empresas que oferecem serviços de memorialização digital.
Empresas em Destaque
A Re;memory e a HereAfter AI são exemplos de empresas que criam versões interativas de pessoas falecidas. Após entrevistas e gravações, essas plataformas permitem que os usuários interajam com chatbots que representam seus entes queridos, compartilhando memórias e experiências de vida.
Em países asiáticos, como China e Coreia do Sul, a prática de manter relações com ancestrais é mais comum. Brubaker destaca que “a adoção no Ocidente depende da visão individual sobre tecnologia e luto”. Os “fantasmas geradores” podem oferecer conforto emocional, permitindo que familiares discutam eventos significativos com aqueles que partiram.
Desafios e Riscos
Entretanto, a criação desses avatares não é isenta de riscos. Brubaker alerta para a dependência emocional que pode surgir ao interagir com uma máquina que representa um ente querido. Além disso, há preocupações sobre a privacidade e a reputação, já que um avatar pode revelar opiniões controversas ou informações pessoais indesejadas.
Os pesquisadores também mencionam a possibilidade de “fantasmas” serem usados para atividades ilícitas ou para assediar pessoas. A complexidade dos riscos associados a esses avatares exige uma análise cuidadosa para evitar consequências negativas.
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