Em Alta Copa do Mundo NotíciasFutebol_POLÍTICA_Brasileconomia

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Inteligência artificial pode criar “fantasmas” digitais de pessoas falecidas para conforto emocional

Avatares digitais de pessoas falecidas podem evoluir com inteligência artificial, levantando questões éticas sobre dependência e privacidade.

0:00
Carregando...
0:00

Pesquisadores estão explorando a ideia de “fantasmas geradores”, que são avatares digitais de pessoas falecidas que podem evoluir com o tempo. Isso levanta questões sobre como esses avatares poderiam se comportar, como se tornarem adolescentes ou adultos. A tecnologia já permite que pessoas preservem vozes e memórias de entes queridos, e empresas como Re;memory e HereAfter AI estão criando versões interativas dessas pessoas. Em alguns países da Ásia, essa prática é mais comum devido a tradições culturais. Esses avatares poderiam oferecer conforto emocional e até realizar tarefas, como ensinar habilidades ou ajudar em questões financeiras. No entanto, há preocupações sobre dependência emocional e privacidade, já que esses avatares podem reproduzir opiniões indesejadas ou até serem usados para atividades ilícitas. As implicações éticas e emocionais são complexas e precisam ser cuidadosamente consideradas.

Avanços em Avatares Digitais

Pesquisadores da Google DeepMind e da Universidade do Colorado Boulder introduziram o conceito de “fantasmas geradores”, avatares digitais que evoluem com o tempo. Esses avatares podem imitar vozes e personalidades de pessoas falecidas, levantando questões éticas sobre dependência e privacidade.

O conceito sugere que, ao contrário de uma réplica estática, esses avatares poderiam se desenvolver, passando de crianças para adolescentes ou adultos. “As chances de a inteligência artificial ser usada para gerar vida artificial após a morte são altas”, afirma Jed Brubaker, um dos autores do estudo. Atualmente, já existem empresas que oferecem serviços de memorialização digital.

Empresas em Destaque

A Re;memory e a HereAfter AI são exemplos de empresas que criam versões interativas de pessoas falecidas. Após entrevistas e gravações, essas plataformas permitem que os usuários interajam com chatbots que representam seus entes queridos, compartilhando memórias e experiências de vida.

Em países asiáticos, como China e Coreia do Sul, a prática de manter relações com ancestrais é mais comum. Brubaker destaca que “a adoção no Ocidente depende da visão individual sobre tecnologia e luto”. Os “fantasmas geradores” podem oferecer conforto emocional, permitindo que familiares discutam eventos significativos com aqueles que partiram.

Desafios e Riscos

Entretanto, a criação desses avatares não é isenta de riscos. Brubaker alerta para a dependência emocional que pode surgir ao interagir com uma máquina que representa um ente querido. Além disso, há preocupações sobre a privacidade e a reputação, já que um avatar pode revelar opiniões controversas ou informações pessoais indesejadas.

Os pesquisadores também mencionam a possibilidade de “fantasmas” serem usados para atividades ilícitas ou para assediar pessoas. A complexidade dos riscos associados a esses avatares exige uma análise cuidadosa para evitar consequências negativas.

Relacionados:

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais