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Google DeepMind busca aplicar inteligência artificial em problemas sociais reais

IA pode transformar saúde e energia, mas investimento em inovação científica ainda é escasso, alerta diretora do Google DeepMind.

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Durante o South Summit Madrid, Dorothy Chou, do Google DeepMind, falou sobre como a inteligência artificial pode ajudar a resolver problemas sociais, como diagnósticos médicos e eficiência energética. Ela destacou que a IA deve ser usada para enfrentar desafios reais da sociedade, em vez de se concentrar apenas em chatbots. Chou mencionou que a IA pode melhorar diagnósticos, como o da endometriose, que normalmente leva anos para ser identificado. Além disso, a tecnologia já ajudou a reduzir o consumo de energia em data centers do Google. Ela também citou o AlphaFold, que revolucionou a biologia ao prever estruturas de proteínas rapidamente. Apesar dos avanços, Chou alertou que o setor científico ainda recebe pouco investimento e que muitas startups estão focadas em soluções superficiais. Ela defendeu que a Europa tem potencial para liderar inovações científicas com IA, mas que é necessário simplificar a burocracia e melhorar a colaboração entre setores público e privado. Chou concluiu pedindo que os investidores considerem apoiar soluções que realmente resolvam problemas.

MADRI, ESPANHA – Durante o South Summit Madrid, a diretora de políticas públicas do Google DeepMind, Dorothy Chou, destacou o potencial da inteligência artificial (IA) para resolver problemas sociais, como diagnósticos médicos e eficiência energética. Chou enfatizou a necessidade de maior investimento em inovações científicas.

O Google DeepMind, conhecido por inovações como AlphaGo e AlphaFold, busca aplicar a IA em áreas práticas. Chou afirmou que a IA deve sair das “bolhas de tecnologia” e focar em soluções concretas. “Estamos superexpostos ao chatbot, mas o que a IA realmente faz bem é previsão”, disse.

Chou apresentou exemplos de aplicações da IA, como o diagnóstico de endometriose, que pode ser reduzido de dez anos para meses com o uso de ressonância magnética. Na área de energia, a IA já ajudou a reduzir em até 30% o consumo nos data centers do Google. No entanto, replicar essas soluções em outras empresas enfrenta desafios devido à falta de organização dos dados.

Oportunidades e Desafios

A executiva também mencionou o projeto AlphaFold, que prevê estruturas de proteínas, acelerando pesquisas científicas. Apesar dos avanços, Chou criticou a falta de investimento em inovações reais, apontando que muitos recursos vão para soluções superficiais. “Quero inovação real”, afirmou.

Chou, como investidora-anjo, busca startups que desafiem padrões. Um exemplo é uma empresa no Reino Unido que tenta levar ao mercado patentes farmacêuticas esquecidas com o auxílio da IA. Ela acredita que a Europa tem uma oportunidade única de liderar a revolução científica, devido a suas universidades de ponta e serviços de saúde.

Chamado à Ação

A diretora pediu aos governos que simplifiquem a burocracia para facilitar a entrada de tecnologias no setor público. “Se queremos colocar tecnologia boa no sistema público, precisamos facilitar o caminho para as startups”, destacou. Chou concluiu provocando o público a repensar suas escolhas de investimento, enfatizando que resolver problemas reais deve ser a prioridade.

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