- Fundada em 1990 por pesquisadores do MIT, a iRobot foi pioneira em robôs domésticos com navegação autônoma.
- A tentativa de venda para a Amazon, em 2022, por US$ 1,7 bilhão, foi frustrada após sinais de bloqueio regulatório europeu; acordo cancelado em janeiro de 2024, com a Amazon pagando multa de US$ 94 milhões. Também houve renúncia do CEO Colin Angle, demissões de 31% do quadro e queda de receitas desde 2021, em meio a gargalos na cadeia de suprimentos e à concorrência chinesa. Um empréstimo emergencial de US$ 200 milhões, feito pelo Carlyle em 2023, apenas adiou a crise.
- No primeiro trimestre de 2025, quatro rivais chineses — Roborock, Ecovacs, Dreame e Xiaomi — elevaram a participação global de 47,2% para 54,1%, levando a iRobot à quinta posição com 9,3%.
- A empresa continua em reestruturação, com serviços em nuvem potencialmente desativados, o que reduziria funções avançadas dos aparelhos.
- Caso ocorram desativação dos serviços em nuvem, os dispositivos devem funcionar por comandos físicos, mas perderiam integração com assistentes de voz e mapeamento por aplicativo, pontos que ajudaram a consolidar a Roomba como símbolo da automação doméstica.
A iRobot, criadora de robôs domésticos com navegação autônoma, vive uma fase de reestruturação após atritos com a Amazon e pressões regulatórias. Em 2024, o acordo com a gigante de varejo foi cancelado e a empresa foi multada, ampliando dúvidas sobre o futuro da companhia.
A operadora de robôs, fundada em 1990 por pesquisadores do MIT, enfrenta queda de receitas desde 2021. Gargalos na cadeia de suprimentos e competição de modelos chineses contribuíram para a deterioração financeira e demissões expressivas. Um empréstimo de emergência de 200 milhões de dólares ajudou a sustentar as operações.
No 1º trimestre de 2025, quatro rivais chineses ampliaram a participação global. Roborock, Ecovacs, Dreame e Xiaomi elevaram sua fatia de 47,2% para 54,1%, levando a iRobot à 5ª posição com 9,3%. A empresa mantém planos de reestruturação em curso.
Mercado em mudança
A partir desse movimento de mercado, a iRobot avalia reduzir serviços em nuvem, o que pode limitar funções avançadas dos aparelhos. Caso os serviços sejam desativados, os produtos devem continuar operando por comandos físicos, mas sem integração com assistentes de voz e com mapeamento via app.
A direção da iRobot afirmou que continuará oferecendo suporte a produtos, fornecedores e clientes durante a reestruturação. O objetivo é manter a operação estável, apesar da incerteza sobre o futuro da marca. Não houve anúncio de fechamento de unidades nem de venda de ativos.
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