- Painel no Innovation Experience, em Vitória, apontou que o Brasil ainda não está preparado para o volume de dados que a IA vai gerar.
- Participaram da discussão representantes da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa, da Oracle e da Record TV, que destacaram a necessidade de infraestrutura, articulação institucional e cultura de adoção.
- A Rede Ciência, da RNP, facilita a transferência de dados entre academia e indústria; Keslley Lima, da RNP, diz que essa infraestrutura é um ato de soberania.
- O debate reforçou que indústria, academia e governo precisam estar conectados para avançar a autonomia em IA, com Petrobras, UFES e parcerias entre instituições como exemplos de colaboração.
- Nos últimos cinco anos, os dados passaram de terabytes a exabytes; a Oracle aponta que infraestrutura e nuvem são-chave para IA e competitividade no longo prazo.
O Brasil discute a soberania digital em meio a um panorama de rápida expansão da inteligência artificial. Durante o Innovation Experience, promovido pelo Sebrae em Vitória, Espírito Santo, representantes da Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP), da Oracle e da Record TV debateram o papel da IA na competitividade e na infraestrutura necessária. O diagnóstico apresentado foi de que a autonomia depende da integração entre indústria, academia e governo.
O painel destacou que a RNP opera a Rede Ciência, espaço de transferência de dados entre universidades e indústria. Keslley Lima, da RNP, citou laboratórios de experimentação e prototipagem como elementos estratégicos para a soberania tecnológica. O objetivo é conectar instituições para acelerar o uso responsável da IA.
Desafios de integração e exemplos práticos
A discussão reforçou o papel da Petrobras no ecossistema, com grandes volumes de dados de mapeamento geológico que precisam ser processados e compartilhados com universidades, como a UFES, que possui programas de geociência. Sem uma rede de alto desempenho, esses fluxos demoram de horas para dias, dificultando avanços em pesquisa e inovação.
Lima explicou que a conectividade facilita que organizações sem infraestrutura própria utilizem recursos de outras instituições, mantendo a eficiência de projetos de pesquisa com impactos sociais e financeiros. A ideia é pavimentar a estrada de dados para ampliar a colaboração entre setor público e privado.
Volume de dados e infraestrutura
Nos últimos cinco anos, a escala de dados aumentou de terabytes para exabytes, impulsionada tanto por modelos de IA quanto pelo consumo diário de vídeos e dados pessoais. Garantir que o hardware não se torne gargalo é visto como estratégico para o desenvolvimento econômico.
A Oracle atua na infraestrutura digital global, com ressalvas sobre a importância de evitar adesão desordenada a novas tecnologias. Segundo Pedro Emboava, o avanço da IA é rápido e exige planejamento para manter a competitividade sem causar impactos adversos.
A empresa destaca que plataformas de nuvem e infraestrutura para IA são pilares de crescimento, com exemplos como a evolução da computação em nuvem após o reconhecimento de falhas de previsões anteriores. Emboava também afirmou que empresários buscam automatizar atividades secundárias para focar na parte estratégica do negócio.
Panorama de adoção e caminho à frente
Empresas de diferentes setores investem em IA para aumentar eficiência, reduzir tarefas repetitivas e direcionar esforços criativos. A narrativa apresentada no evento aponta a necessidade de infraestrutura integrada e governança de dados para manter a soberania digital do país.
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