- A Ethereum Foundation vive a maior onda de críticas internas dos últimos anos, com oito desligamentos desde janeiro de 2026, gerando uma crise de governança em nível de rede.
- O Mandato, publicado em 13 de março de 2026, passou a retratar a EF como administradora, não autoridade final, reacendendo o debate sobre se a fundação deve se limitar a pesquisa de bem público ou atuar de forma mais voltada à execução.
- Críticos públicos e insiders sugeriram caminhos diferentes, incluindo a ideia de uma organização alinhada ao ETH com um bilhão de dólares para melhorar execução, desafiando o modelo centrado em bem público.
- Vitalik Buterin contestou a leitura de que a EF seria o “centro” do Ethereum, afirmando que é apenas um nó com um propósito definido e defendendo uma prioridade maior aos valores cobrados pela crying CROPS (resistência à censura, abertura, privacidade e segurança).
- A instabilidade de governança pode impactar o ETH indiretamente, já que a confiança de desenvolvedores e investidores depende da credibilidade do protocolo e de futuras evolução, especialmente diante da concorrência de outras Layer 1.
A Ethereum Foundation enfrenta a onda mais concentrada de críticas internas em anos, com oito desligamentos de alto perfil desde janeiro de 2026. A discordância gira em torno do papel da organização sem fins lucrativos, sediada na Suíça, no ecossistema que ajudou a estruturar. Em março de 2026, a fundação publicou um Mandate que redefiniu sua função como gestora, não como autoridade final sobre o Ethereum.
O Mandate foi visto como uma mudança de rumo, abrindo a discussão sobre manter o foco em pesquisa de bens públicos ou ampliar a atuação para acelerar a execução e a captura de valor no mercado de blockchain. A debandada de nomes importantes aumentou críticas já existentes no ecossistema.
Entre os que criticaram publicamente, está Zak Cole, que afirmou que a fundação parece deslocada em relação aos objetivos práticos do ecossistema. Dankrad Feist sugeriu a criação de uma organização alinhada ao ETH para melhorar a execução, o que desafia o modelo atual de bens públicos. Vitalik Buterin ressaltou que a EF não deve ser o centro do Ethereum, mas sim um nodo com finalidade definida, ao lado de outros nodos.
Contexto e impactos na governança
A discussão interna envolve se a EF deve manter uma atuação neutra ou se deve competir em um ambiente blockchain cada vez mais comercial. A liderança de novos times de protocolo tem trabalhado para elevar limites de gas, avançar a divisão entre proposers e builders e avançar zkEVMs com segurança de 128 bits.
Alguns gestores de desenvolvimento afirmam que a crítica à direção da fundação é pertinente e que a EF tem tentado atender a várias partes interessadas ao mesmo tempo. Defendem que a neutralidade da fundação pode favorecer a coordenação entre equipes com objetivos divergentes.
No momento, a tensão não é uma mudança de operação de mercado, mas afeta a credibilidade de upgrades, a consistência de roteiros e a retenção de desenvolvedores. Esse cenário pode influenciar a percepção de ETH como ativo financeiro e como aposta de infraestrutura, mesmo sem haver anúncio de medidas regulatórias ou de grande escala.
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