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Horror em família: investigação policial em andamento

Epidemia transforma infectados em pedra e coloca à prova vínculos familiares no filme Alpha, de Julia Ducournau

A protagonista é suspeita de ter uma doença que pode transformá-la em pedra – Imagem: Mandarim&Compagne Cinema
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  • Alpha, novo longa da diretora francesa Julia Ducournau, chegou ao Brasil na quinta-feira 4, após críticas negativas desde a exibição em Cannes.
  • O filme, terceiro da diretora, ficou marcado por recepção morna e atraso entre a passagem pela Croisette e a estreia internacional.
  • A história gira em torno de uma epidemia misteriosa que transforma infectados em pedra, começando pela adolescente-título de 13 anos.
  • A mãe da jovem, de origem norte-africana, lida com a situação enquanto cuida obsessivamente do filho mais velho, que é viciado em drogas.
  • Ducournau mantém o clima de horror corporal e de tensões familiares, oferecendo leituras variadas e uma estética cromática marcada pela fotografia de Ruben Impens.

O novo filme de Julia Ducournau, Alpha, chegou ao Brasil nesta semana. A diretora francesa, premiada com a Palma de Ouro em Cannes por Titane, surge com um drama familiar envolto em uma epidemia misteriosa. A produção mistura drama íntimo e elementos fantásticos, num tempo indefinido.

Na trama, uma adolescente de 13 anos pode estar contaminada por uma doença que transforma infectados em pedra. Sua mãe, de origem norte-africana, vive cercada pelo outro filho, que luta contra a dependência de drogas. O filme acompanha o desgaste emocional da família diante do pesadelo.

A recepção em Cannes no ano passado foi marcada por críticas negativas, contrastando com a trajetória ascendente da diretora, hoje reconhecida como uma das grandes vozes da nova geração francesa. Em Alpha, Ducournau busca ampliar as fissuras do núcleo familiar por meio de imagens fortes.

Elenco e estilo

Mélissa Boros interpreta a jovem protagonista, Golshifteh Farahani encara a mãe e Tahar Rahim atua como o irmão dependente. A fotografia de Ruben Impens reforça o tom árido e melancólico que permeia a narrativa, com momentos de grotesco poético.

A diretora mantém o foco em dores e perdas, sem recorrer a alegorias fáceis. Em Alpha, a construção dramática não evita falhas, mas preserva um olhar original e contundente sobre o horror corpor al e as dinâmicas familiares.

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