- Em 2025, o setor global de arte enfrentou fechamentos de galerias, resultados fracos em leilões e pausas em feiras, levando à percepção de crise, mas especialistas sugerem que é uma readequação, não um colapso.
- Autoridades e players apontam que o mercado está se tornando mais enxuto, com menos apostas especulativas e foco em modelos mais ajustados à realidade atual.
- Philip Hoffman, da Fine Art Group, lançou a New Perspectives Art Partners, firmando uma estrutura global menor para alcançar a maior parte do mercado com menos de cento e cinquenta funcionários no grupo associado.
- Galerias em Nova York passaram a compartilhar espaços de forma contínua, incluindo parcerias entre JDJ, Deanna Evans Projects, Chozick Family Art Gallery, Candice Madey e Marinaro; a Marian Goodman Gallery cede piso para a Jenkins Johnson Gallery até 2026.
- Projetos de expansão e reconfiguração geográfica também ganharam força: a galeria Herald Street vai inaugurar sua primeira sede internacional em Bologna, Itália, em 2026, buscando contexto cultural local e novas oportunidades para artistas.
O mercado global de arte atravessa um período de reequilíbrio após uma sequência de fechamentos de galerias, resultados de leilões baixos e feiras de arte interrompidas ou adiadas. Ao longo de 2025, especialistas defendem que não houve colapso, mas ajustamento estratégico para uma indústria menos expansive e mais sustentável.
Observadores apontam que o crescimento explosivo dos anos anteriores não se mantém. Empresas líderes tentam adaptar-se a uma demanda mais contida, com foco em clientes-chave e operações mais enxutas. Nesse cenário, firmas de consultoria e parcerias estratégicas ganham espaço para navegar a nova conjuntura.
Nova arquitetura do mercado
Philip Hoffman, fundador do Fine Art Group, ressalta que houve uma corrida de expansão antes de 2023, que não se repetiu. Ele cofundou a New Perspectives Art Partners, uma rede de consultoria com presença global e foco em atingir mercados com menos de 250 clientes-chave. A ideia é operar com eficiência, usando a infraestrutura do Fine Art Group e mantendo uma equipe menor.
Diversas galerias em Nova York passaram a compartilhar espaços de forma contínua. Grupos como JDJ, Deanna Evans Projects e Chozick Family Art Gallery já atuam juntos, enquanto Marian Goodman Gallery cede um piso para Jenkins Johnson Gallery até 2026. O objetivo é oferecer estabilidade e ampliar a exposição sem ampliar excessivamente a estrutura.
Expansão geográfica e fusões
Outros exemplos envolvem fusões ou reestruturações para ampliar alcance sem sacrificar escala. A Los Angeles gallerista Hannah Hoffman e a vendedora Bridget Donahue criaram a Hoffman Donahue, com atuação em duas costas. Em Londres, a Herald Street planeja abrir a primeira unidade internacional em Bologna, na Itália, em janeiro de 2026, buscando contexto local para desenvolver exposições.
Especialistas explicam que tais movimentos refletem uma mudança de mentalidade: reduzir a escala, mas manter ou ampliar a relevância através de redes colaborativas e presença em territórios estratégicos. O mercado, afirmam, pode ficar menos dependente de grandes eventos para prosperar.
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