- Documentos do governo australiano mostram planos de racionamento de combustível no varejo em cenário extremo, incluindo limite de valor de compra por veículo em 24 horas.
- A Agência Internacional de Energia avisou que os mercados de petróleo podem entrar na “zona vermelha” até agosto, com estoques reduzidos e bo reversões no Oriente Médio.
- O ministro Chris Bowen pode declarar emergência de combustível líquido e ordenar abastecimento ou racionamento; a preferência é que o setor resolva primeiro, se possível.
- O governo já reforçou estoques, adicionando duzentos milhões de litros de diesel e de combustível para aviação entre outros carregamentos, além de um pacote de segurança de combustível de 10 bilhões de dólares.
- Governos estaduais, indústria e outros interessados devem ser consultados conforme avançam as discussões sobre regras de racionamento, com mensagens para evitar pânico público.
O governo australiano definiu planos para um possível racionamento de combustível no varejo, segundo documentos obtidos pelo Guardian Australia via FOI. A opção prevista seria impor um valor máximo de compra por veículo em 24 horas, caso haja escassez local. A medida aparece como cenário extremo, caso o manejo da indústria não seja suficiente.
Os papéis indicam que o governo pode agir com base na Liquid Fuels Emergency Act, permitindo, entre outras prerrogativas, orientar o abastecimento e impor limites de compra. Autoridades dizem que o racionamento não é necessário no momento, mas já está previsto como contingência.
As informações são relativas ao período de 21 de fevereiro a 17 de março, coincidindo com tensões regionais após ações militares no Oriente Médio. A imprensa detalha que o ministro Chris Bowen pode declarar emergência de combustível líquido se houver necessidade.
Em março, Bowen e o primeiro-ministro Anthony Albanese descartaram publicamente a necessidade de racionamento. Ainda assim, relatórios internos indicam planejamento para um possível uso das prerrogativas legais caso haja deterioração substancial no abastecimento.
Documentos citam discussões dentro de comissões nacionais sobre como funcionaria a restrição de demanda. Houve menção a mensagens públicas para evitar pânico, com a ideia de planejamento para cenários de pior caso.
O governo tem aumentado estoques desde o início da crise, incluindo a compra de diesel e combustível de aviação em vários cargueiros adicionais de parceiros internacionais. O orçamento também prevê pacote de segurança de combustível de até 10 bilhões de dólares.
Entre as peças revisadas, há referências a variantes de controle de varejo e de demanda em cenários de grave escassez. O texto aponta que controles obrigatórios seriam adotados apenas se medidas de mercado falhassem.
Autoridades afirmam que o setor industrial deve responder inicialmente à emergência, antes da ativação de poderes ministeriais para direcionar o abastecimento. Governos estaduais e atores-chave seriam consultados em eventual implementação.
- O material também descreve que, dependendo da gravidade e da duração prevista, restrições de consumo poderiam valer por períodos determinados.
- A preferência governamental seria por soluções do mercado e cooperação setorial, com intervenção ministerial apenas se necessário.
Fontes indicam ainda que outras nações já adotaram medidas para reduzir compras e deslocamentos durante a crise. A IEA monitorou respostas políticas visando manter o abastecimento e evitar interrupções maiores.
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