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Biblioterapia: a leitura como escape e autoconhecimento na vida moderna

A biblioterapia, defendida por Emely Rumble, destaca a leitura como um caminho para autoconhecimento e cura, sem metas de leitura.

A leitura tem se mostrado uma ferramenta poderosa para o bem-estar emocional, especialmente em tempos desafiadores. Emely Rumble, assistente social licenciada, destaca que a prática de biblioterapia, que envolve a leitura de livros como forma de terapia, pode ajudar as pessoas a desacelerar e refletir sobre suas vidas. Ela observa que a leitura não apenas […]

A leitura tem se mostrado uma ferramenta poderosa para o bem-estar emocional, especialmente em tempos desafiadores. Emely Rumble, assistente social licenciada, destaca que a prática de biblioterapia, que envolve a leitura de livros como forma de terapia, pode ajudar as pessoas a desacelerar e refletir sobre suas vidas. Ela observa que a leitura não apenas oferece uma pausa das responsabilidades diárias, mas também permite que os leitores explorem suas emoções e compreendam melhor a si mesmos.

Rumble sugere que, ao se deparar com emoções durante a leitura, os leitores devem investigar essas reações, pois elas podem revelar informações valiosas sobre suas vidas. “Se um sentimento surgir enquanto você lê, há algo ali para você,” afirma Rumble. Além disso, a identificação emocional com personagens pode levar a uma reflexão sobre as próprias experiências e crenças, promovendo uma nova perspectiva sobre a vida.

Apesar dos benefícios da leitura, um estudo de 2022 da Gallup revelou que a média de livros lidos por americanos caiu para 12,6, o menor número desde 1990. Rumble aconselha que, em vez de estabelecer metas de leitura, os leitores devem se concentrar na experiência de leitura em si, permitindo que a prática se torne mais prazerosa e menos pressionada. Ela compartilha sua própria experiência ao ler “Black in Blues” de Imani Perry, onde a leitura se tornou uma atividade envolvente e divertida.

A biblioterapia também é utilizada por terapeutas, que recomendam livros como uma forma de abordar experiências difíceis de maneira mais acessível. Rumble explica que a narrativa ficcional pode facilitar discussões sobre memórias dolorosas, tornando o processo terapêutico menos intimidador. “Quando você olha para isso através da lente de um personagem fictício, fica mais fácil falar sobre algumas dessas memórias,” conclui Rumble, ressaltando a importância da leitura na promoção do autoconhecimento e da empatia.

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