Luana, uma universitária de 21 anos, se identifica como assexual e desenvolveu aversão ao sexo por causa da pressão social e da forma negativa como o sexo é retratado. Ela sente que o mundo diz que quem não tem interesse em sexo está errado, o que a faz se sentir inadequada. A aversão sexual é um desconforto em relação ao sexo, que pode incluir repulsa ou tristeza, e pode estar ligada a experiências traumáticas ou contextos sociais repressivos. A psicóloga Karoline Oliveira explica que esse sentimento é mais comum em mulheres, devido à forma como a sociedade vê o sexo, muitas vezes colocando o prazer masculino em primeiro lugar. A aversão pode afetar mulheres de diferentes orientações sexuais, especialmente aquelas que enfrentam abusos ou pressões sociais. É importante notar que a assexualidade não é um transtorno, mas sim uma orientação válida. O tratamento para a aversão sexual deve ser feito com cuidado, focando em entender as causas do desconforto, sem tentar “consertar” a pessoa.
A discussão sobre sexualidade, incluindo a assexualidade e a aversão sexual, tem ganhado destaque entre os jovens, especialmente na Geração Z. Luana, uma universitária de 21 anos, compartilha sua experiência ao se identificar como assexual e a aversão sexual que desenvolveu devido à pressão social. Para ela, a sociedade transmite a mensagem de que “sexo é maravilhoso e essencial”, o que a fez sentir-se “errada” por não compartilhar dessa necessidade.
Luana explica que não sente nojo de cenas de sexo, mas sim uma pressão constante que a faz questionar sua normalidade. A aversão sexual é definida como um desconforto em relação ao sexo, que pode incluir repulsa ou tristeza. A psicoterapeuta Karoline Oliveira destaca que essa aversão pode estar ligada a experiências traumáticas, como abuso, e a contextos sociais que reforçam a repressão sexual.
Estudos indicam que a aversão sexual é mais comum entre mulheres, influenciada pela heteronormatividade e pela cultura misógina. Oliveira observa que a indústria pornográfica contribui para distorções na percepção do sexo, levando mulheres a desenvolverem aversão ao próprio corpo. Essa situação é ainda mais acentuada para mulheres não brancas e não cisgênero, que enfrentam hiperssexualização e desumanização.
A assexualidade, por outro lado, não é considerada um transtorno. Oliveira enfatiza que a pressão social para que pessoas assexuais se encaixem em normas sexualizadas pode gerar traumas. O tratamento da aversão sexual deve ser feito por meio de psicoterapia, visando entender as causas da repulsa e trabalhar crenças prejudiciais. Em casos mais graves, pode ser necessário um tratamento multidisciplinar.
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