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Líbia reabre museu nacional para olhar o passado e construir o futuro

Reabertura do Museu Nacional da Líbia busca unir país dividido entre leste e oeste, diante de desafios de segurança, corrupção e liberdades restritas

A fireworks display during the reopening ceremony.
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  • O Museu Nacional da Líbia, em Trípoli, reabriu após quase catorze anos fechado por causa da guerra civil.
  • A cerimônia contou com espetáculo de música, acrobacias e uma réplica de navio otomano; o primeiro-ministro Abdul Hamid Dbeibah participou, batendo nas portas do museu antes da entrada.
  • O museu abriga artefatos que vão desde a Grécia antiga até o Império Romano, incluindo múmias de Uan Muhuggiag, mosaicos e estátuas de figuras públicas e de deuses.
  • Segundo Mustafa Turjman, ex-chefe do departamento de antiguidades, a abertura pode ajudar a unir as regiões leste e oeste do país e terá foco educativo, com visitas escolares.
  • Ainda há grandes desafios: libaneses? (corrigir) a Libia enfrenta questões como liberdade de imprensa baixa, corrupção, dependência do petróleo e violência ligada a contrabando; a ONU busca diálogo estruturado para eleições, com Dbeibah pedindo referendum sobre uma nova constituição.

Abertura do Museu Nacional da Líbia marca retomada de um espaço histórico em meio a um país profundamente dividido. A cerimônia ocorreu em Tripoli, no Red Castle, após quase 14 anos de fechamento devido à guerra civil que seguiu a queda de Muammar Gaddafi. O evento reuniu diplomatas, celebridades árabes e uma orquestra italiana em um show de luzes, fogo e iluminação. A presença do primeiro-ministro Abdul Hamid Dbeibah, chefe do governo reconhecido pela ONU, simbolizou a tentativa de unir as regiões leste e oeste.

O museu abriga uma das maiores coleções de antigas civilizações africanas, com peças desde pinturas rupestres até múmias de 5 mil anos, além de mosaicos e estátuas de cidades romanas da costa. Entre os itens, não foi exibido o famoso VW azul-turquesa de Gaddafi, que ficou fora do acervo. Visitas iniciais priorizaram crianças e escolarização histórica.

O governo e especialistas descrevem a reabertura como um passo simbólico para a Libia, destacando o caráter unificador do museu, que reúne patrimônios de várias regiões. O diretor de antiquidades, Mustafa Turjman, ressaltou que o espaço mostra a Libia como país mediterrâneo, conectado ao mundo, e pode ajudar na educação de valores cívicos e no respeito pela história.

Contexto político e institucional

Turjman afirmou que a retomada pode contribuir para aproximar ocidente e oriente, permitindo que visitantes de Tripoli vejam peças do leste e vice-versa. Ele também enfatizou a importância de reconstruir o ensino histórico, superando distorções da era de Gaddafi. O museu planeja atividades com o público escolar nas primeiras semanas.

Desafios e cenário atual

A Libia enfrenta obstáculos como instabilidade política, liberdade de imprensa limitada e corrupção. O país depende fortemente do petróleo, com muitos Libaneses na folha de pagamento estatal e subsídios que tornam combustíveis muito baratos. A passagem entre regiões continua vulnerável.

Dbeibah reconheceu falhas do governo, incluindo investigações de corrupção envolvendo ministros. Ele ressaltou transparência nos gastos, mas admitiu dependência energética e salários públicos amplos que corroboram questões estruturais. Um diálogo estruturado da ONU busca facilitar eleições futuras.

O impacto cultural e internacional

A cerimônia contou com apresentações de arquibancadas, navio otomano em suspensão e fins luxuosos de hotelaria, sinalizando uma recuperação econômica gradual. Em meio a narrativa de otimismo, houve relatos de violência local, como a morte de um contrabandista em Sabratha durante a abertura.

A cobertura internacional observa que, apesar de sinais de normalização, Libia permanece com muitos elementos a resolver para consolidar um processo democrático. A imprensa internacional continua monitorando desenvolvimentos políticos, econômicos e de segurança no país.

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