Jennifer Ackerman lançou seu novo livro, “A Sabedoria das Corujas”, que fala sobre a vida de corujas, incluindo Alice, uma mocho-orelhudo. Alice teve um acidente quando era filhote e foi resgatada por humanos, mas isso a impediu de voltar à natureza. Ela se tornou uma embaixadora educacional em um centro de corujas nos Estados Unidos, mas enfrenta dificuldades de comunicação com os tratadores. Ackerman destaca a audição das corujas como seu sentido mais importante, essencial para a caça, e explica que as corujas cinzentas têm cabeças adaptadas para escutar melhor. Durante sua pesquisa, Ackerman se encantou por Percy, uma coruja cinzenta, e passou tempo observando corujas-buraqueiras no Brasil, que se adaptam bem a ambientes urbanos. Ela também menciona a necessidade de educar as pessoas sobre corujas, especialmente em lugares onde elas são temidas. Ackerman critica a ideia de ter corujas como animais de estimação, afirmando que elas pertencem à natureza. Ela observa um aumento no interesse por aves desde a pandemia, o que é positivo, pois as pessoas estão buscando mais conexão com a natureza. O livro custa R$ 124,90 e R$ 87,40 na versão digital.
Jennifer Ackerman lançou seu novo livro, “A Sabedoria das Corujas”, no Brasil, onde explora a vida de corujas, como Alice, uma mocho-orelhudo. A obra destaca a importância da audição e a adaptação das corujas-buraqueiras em ambientes urbanos.
Alice, que quebrou o cotovelo aos três meses, foi resgatada por humanos e se tornou embaixadora educacional no Centro Internacional das Corujas, em Minnesota. A autora relata que, apesar de sua nova função, Alice enfrenta dificuldades de comunicação com os tratadores, resultando em frustrações que a levam a bicar as pessoas na cabeça.
Ackerman, que escreve sobre ciência e natureza há mais de três décadas, já publicou obras traduzidas para mais de 25 idiomas. Em “A Sabedoria das Corujas”, ela combina storytelling com divulgação científica, abordando a vocalização das corujas, um aspecto pouco estudado. A autora afirma que a audição é o sentido mais crucial para a caça dessas aves.
Encontros e Descobertas
Durante sua pesquisa, Ackerman teve um encontro marcante com Percy, uma coruja cinzenta no Museu a Céu Aberto Skansen, em Estocolmo. Ela descreve a experiência como um privilégio, destacando a majestade da espécie. A autora também passou duas semanas em Maringá, no Paraná, observando corujas-buraqueiras, que se adaptam a ambientes urbanos, nidificando em terrenos baldios.
Ackerman ressalta a importância da conservação das corujas e menciona que, enquanto os Estados Unidos lideram esforços nesse sentido, países da América Latina, como o Brasil, também têm avançado na pesquisa sobre essas aves. Ela destaca a necessidade de desmistificar crenças negativas sobre corujas, que ainda são perseguidas em algumas culturas.
Interesse Crescente
A autora observa um aumento no interesse por aves desde a pandemia, o que considera positivo. Ela alerta, no entanto, para o fenômeno de pessoas adotando corujas como animais de estimação, especialmente após a popularidade da saga “Harry Potter”. Ackerman afirma que corujas são criaturas selvagens e não devem ser mantidas em cativeiro, pois exigem cuidados específicos e têm comportamentos que podem ser problemáticos para os humanos.
“A Sabedoria das Corujas” está disponível por R$ 124,90 (versão impressa) e R$ 87,40 (ebook), e promete oferecer uma nova perspectiva sobre essas fascinantes aves.
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