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Mulheres dirigem apenas 11,6% dos filmes lançados na última década, aponta estudo

A sub-representação feminina na direção de filmes persiste, com apenas 11,6% de longas-metragens dirigidos por mulheres entre 2015 e 2024. A pesquisa da USC Annenberg destaca a desigualdade racial e salarial, especialmente no Brasil, onde 23,6% dos filmes são dirigidos por mulheres. Apesar do crescimento em alguns países, a média global é alarmante. A indústria cinematográfica clama por ações efetivas em prol da equidade de gênero.

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Um estudo da USC Annenberg revelou que apenas 11,6% dos filmes de sucesso entre 2015 e 2024 foram dirigidos por mulheres. A pesquisa analisou filmes que arrecadaram mais de 1 milhão de dólares em 11 países e mostrou uma grande sub-representação feminina. Os países com mais mulheres diretoras são Alemanha, Reino Unido e Austrália, enquanto Índia, Japão e Coreia têm as menores porcentagens. A diversidade racial é preocupante, com apenas 3,8% dos filmes dirigidos por mulheres não brancas. Entre 2015 e 2024, o Reino Unido teve um aumento significativo de mulheres diretoras, passando de 8,3% para 32,3%. No Brasil, em 2023, 23,6% dos longas-metragens foram dirigidos por mulheres, mas a desigualdade salarial persiste, com homens ganhando 14% a mais. Apesar disso, as mulheres se destacam em áreas como direção de arte e produção executiva.

Apenas 11,6% dos filmes de sucesso entre 2015 e 2024 foram dirigidos por mulheres, segundo um estudo da USC Annenberg. A pesquisa analisou longas-metragens que arrecadaram mais de US$ 1 milhão nas bilheteiras em 11 países, revelando uma sub-representação significativa.

Os dados mostram que Alemanha (18,7%), Reino Unido (18,5%) e Austrália (18,3%) lideram em termos de mulheres diretoras. Em contrapartida, Índia (4,9%), Japão (4,7%) e Coreia (9,1%) estão entre os países com menor participação feminina na direção. A diversidade racial também é alarmante, com apenas 3,8% dos filmes dirigidos por mulheres não brancas.

Crescimento e Desigualdade

Entre 2015 e 2024, o Reino Unido apresentou um crescimento notável, passando de 8,3% para 32,3% de mulheres diretoras. A Coreia também teve um aumento significativo, de 0% para 17,1%. No entanto, a média global ainda é preocupante, com apenas 32,5% dos filmes sendo dirigidos por mulheres.

Os festivais de cinema também refletem essa desigualdade. Em uma análise de seis festivais, 27,8% dos longas exibidos foram dirigidos por mulheres. O Festival Sundance se destacou com 34,7%, enquanto Cannes teve apenas 21,6%.

Situação no Brasil

No Brasil, o Anuário Estatístico do Audiovisual Brasileiro, da Ancine, revelou que em 2023, 23,6% dos longas-metragens foram dirigidos por mulheres, em contraste com 64,6% dirigidos por homens. A desigualdade salarial persiste, com homens recebendo 14% a mais que mulheres no setor.

Apesar dos desafios, as mulheres lideram em áreas como direção de arte (52,2%) e produção executiva (57%) nos filmes brasileiros. O cenário evidencia a necessidade de ações para promover a equidade de gênero na indústria cinematográfica.

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