Luna Bastos, uma artista de Teresina, usa o bordado para mostrar sua identidade e a beleza das mulheres negras. Recentemente, seu trabalho foi escolhido como capa da edição especial do livro “A Contagem de Sonhos”, da escritora nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie. Para Luna, o bordado é uma maneira de se conectar com saberes ancestrais e transformar representações negativas sobre mulheres negras. Ela começou a se interessar pela arte na adolescência, quando se encantou pelo grafite, e decidiu que poderia viver da arte, focando no bordado a partir de 2020. Atualmente, suas obras estão na exposição “Encruzilhadas da Arte Afro-Brasileira”, no Museu Nacional da Cultura Afro-Brasileira em Salvador, que reúne mais de 150 obras de diferentes artistas e ficará em cartaz até 31 de agosto. Essa exposição é uma oportunidade importante para dar visibilidade à arte afro-brasileira.
Nascida em Teresina, a artista piauiense Luna Bastos, 29, utiliza o bordado como meio de expressão de sua identidade e da beleza das mulheres negras. Recentemente, seu trabalho foi escolhido como capa da edição especial do livro “A Contagem de Sonhos”, da escritora nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie. A obra faz parte do clube de leitura da TAG Livros e representa um marco na carreira da artista.
Luna destaca que o bordado é uma forma poética de conectar-se com saberes ancestrais. Para ela, o movimento das linhas simboliza a importância de resgatar e transformar conhecimentos perdidos. A artista busca criar novos referenciais visuais que desafiem as representações negativas sobre as mulheres negras. “Faço um trabalho de formiguinha para construir as imagens que gostaria de ver”, afirma.
O interesse de Luna pela arte começou na adolescência, quando se encantou pelo grafite. Apesar das dificuldades financeiras, ela percebeu que poderia viver da arte. O bordado, que começou a explorar em 2020, tornou-se central em sua produção. “Encaro o bordado como uma pintura, onde cada linha é uma pincelada”, explica.
Exposição em Salvador
Atualmente, as obras de Luna estão expostas na mostra “Encruzilhadas da Arte Afro-Brasileira”, no Museu Nacional da Cultura Afro-Brasileira (Muncab), em Salvador. A exposição, que ficará em cartaz até 31 de agosto, reúne mais de 150 obras de artistas de diferentes gerações, abordando a identidade negra em várias linguagens. A artista vê essa oportunidade como um passo importante para a visibilidade da arte afro-brasileira.
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