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Gilberto Gil e Mia Couto debatem inteligência artificial em festival em Porto Alegre

Gilberto Gil e Mia Couto debatem inteligência artificial no Festival Fronteiras, com visões opostas sobre seu impacto na humanidade.

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Gilberto Gil e Mia Couto participaram do Festival Fronteiras, onde discutiram a inteligência artificial. Gil falou de forma otimista sobre a tecnologia, dizendo que é importante contribuir para seu desenvolvimento. Por outro lado, Couto expressou preocupações, afirmando que a inteligência artificial é uma ferramenta que pode desumanizar as pessoas e que não pertence a nós, mas sim a quem a controla. Ele destacou que o diálogo é essencial para a humanidade e que, mesmo em conflitos, o objetivo é sempre encontrar uma solução através da conversa. O festival, que acontece em Porto Alegre, também inclui shows, exposições e lançamentos de livros, buscando promover a interação entre os participantes.

Gilberto Gil e Mia Couto debatem inteligência artificial no Festival Fronteiras

Durante o Festival Fronteiras, realizado em Porto Alegre, Gilberto Gil e Mia Couto discutiram a inteligência artificial (IA) em uma mesa de abertura. Gil expressou otimismo sobre a tecnologia, enquanto Couto adotou uma postura mais crítica.

Gil afirmou que está se abrindo para entender o alcance da IA, ressaltando que as linguagens e pensamentos humanos são essenciais para seu desenvolvimento. “É minha obrigação contribuir para esse abastecimento dela”, disse o músico.

Por outro lado, Couto questionou a aplicação do termo “inteligência” a máquinas. Ele expressou preocupação com a desumanização e a propriedade da tecnologia. “A grande pergunta é quem é o dono da inteligência artificial. Não somos nós”, afirmou, alertando sobre os riscos de desumanização associados ao uso da IA.

Diálogo e humanidade

A conversa abordou também a importância do diálogo humano. Gil acredita que a comunicação não foi perdida, citando as rápidas formas de interação disponíveis atualmente. Couto, no entanto, enfatizou que a essência da humanidade é o diálogo, mesmo em momentos de conflito.

Ele lembrou da guerra civil em Moçambique, destacando que “se a gente descobre a humanidade no outro, a possibilidade de conflito fica reduzida”. Couto defendeu que o diálogo é fundamental para a convivência pacífica.

O Festival Fronteiras, que ocorre nos dias 28, 30 e 31 de maio, busca promover a ocupação do espaço público e o convívio entre os participantes, além de incluir shows, exposições e lançamentos de livros.

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