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Festival Negritudes Globo promove debate sobre representatividade e racismo estrutural em Brasília

Festival Negritudes Globo em Brasília debateu o papel do audiovisual na luta contra o racismo estrutural e a promoção de direitos.

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O Festival Negritudes Globo aconteceu pela primeira vez em Brasília, reunindo líderes negros da arte e do Judiciário para discutir como o audiovisual pode ajudar a combater injustiças sociais e raciais. O evento contou com a presença de autoridades, como o presidente do STF, Luís Roberto Barroso, e artistas como Lázaro Ramos e Teresa Cristina. Durante o festival, foram realizadas oficinas para profissionais do audiovisual de comunidades periféricas, abordando temas como liderança, finanças pessoais e saúde mental. O juiz Fabio Esteves compartilhou sua experiência como um líder negro em um ambiente predominantemente branco, destacando a importância da representatividade. A artista Michelle Pereira deu dicas sobre como gerenciar finanças, enquanto o psiquiatra Lucas Mendes falou sobre autocuidado em ambientes opressivos. Barroso afirmou que a sociedade está enfrentando o racismo estrutural e destacou a necessidade de promover discursos de paz. Lázaro Ramos também comentou sobre a importância do audiovisual para o desenvolvimento do país e a necessidade de regulação no setor. O festival foi realizado em parceria com o Prêmio Innovare.

Pela primeira vez em Brasília, o Festival Negritudes Globo ocorreu nesta quinta-feira, 29, reunindo lideranças negras da arte e do Judiciário. O evento discutiu o papel do audiovisual na promoção de direitos e a importância da representatividade de populações negras e periféricas.

Autoridades como o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, e a ministra Edilene Lobo, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), participaram de debates sobre racismo estrutural. O festival também contou com a presença de artistas como Lázaro Ramos e Clayton Nascimento, além da cantora Teresa Cristina, que encerrou o evento com um show.

Durante o festival, foram realizadas oficinas voltadas para lideranças sociais, em parceria com o Instituto Afrolatinidades. O grupo, formado por profissionais do audiovisual de coletivos periféricos, discutiu temas como liderança, finanças pessoais e saúde mental. O juiz Fabio Esteves compartilhou sua trajetória, ressaltando a importância de ocupar espaços de liderança em um ambiente majoritariamente branco.

A gestão financeira foi abordada pela artista e contadora Michelle Pereira, que ofereceu dicas sobre como administrar orçamentos em um setor com renda variável. Ela destacou a importância do planejamento financeiro para profissionais independentes. O psiquiatra Lucas Mendes conduziu uma roda de conversa sobre saúde mental, enfatizando os desafios enfrentados em ambientes de opressão e racismo.

Na mesa de encerramento, Barroso afirmou que a sociedade brasileira superou o discurso de que não existe racismo estrutural. Ele destacou a necessidade de enfrentar essa questão de forma corajosa. Lázaro Ramos também enfatizou que o audiovisual deve ser visto como uma ferramenta estratégica para o desenvolvimento do país, especialmente em relação à regulação e direitos dos trabalhadores do setor.

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