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Cultura no Reino Unido defende patrocínios corporativos em carta pública

Líderes culturais do Reino Unido defendem patrocínios corporativos, desafiando críticas após protestos contra vínculos com combustíveis fósseis.

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Um grupo de líderes de instituições culturais do Reino Unido, como o Museu Britânico e a National Gallery, defendeu publicamente o patrocínio de empresas, que tem sido criticado por ativistas. Eles assinaram uma carta no Financial Times pedindo o fim da “negatividade” em relação a essas parcerias. A carta, escrita por executivos do Sadler’s Wells Theatre, foi apoiada por dez organizações, incluindo o Science Museum Group. Isso ocorre após protestos contra o patrocínio de festivais literários por uma empresa ligada a combustíveis fósseis, que resultou na interrupção de parcerias por nove festivais. Os líderes argumentam que essas colaborações ajudam as instituições culturais a crescer e competir. No entanto, a diretora da Tate, Maria Balshaw, não assinou a carta e criticou um grande patrocínio da British Petroleum, afirmando que não reflete a opinião pública. A pressão dos ativistas está mudando a forma como colecionadores e patrocinadores de arte agem, com preocupações sobre danos à reputação.

Um grupo de líderes de instituições culturais do Reino Unido, incluindo o Museu Britânico e a Galeria Nacional, publicou uma carta defendendo o patrocínio corporativo. A carta, divulgada no Financial Times, critica a “relentless negativity” (negatividade incessante) em torno dessas parcerias, especialmente após protestos recentes.

Os signatários, entre eles Alistair Spalding e Britannia Morton, co-diretores do Sadler’s Wells Theatre, argumentam que o apoio financeiro do setor privado é essencial para a expansão e competitividade das organizações culturais. “Nossos museus, teatros, festivais e artistas precisam operar dentro das estruturas econômicas da sociedade”, afirmam.

A carta surge um ano após manifestações contra o patrocínio de festivais literários pela Baillie Gifford, uma empresa de investimentos criticada por suas ligações com combustíveis fósseis. Em 2023, nove festivais romperam parcerias com a empresa devido à pressão pública.

Críticas e Reações

Notavelmente, a Tate, uma das principais redes de museus do Reino Unido, não assinou a carta. Maria Balshaw, diretora da Tate, se opôs ao patrocínio de £ 50 milhões da British Petroleum ao Museu Britânico, afirmando que tal acordo não reflete a opinião pública. Em 2019, a Galeria Nacional de Retratos rejeitou um subsídio de £ 1 milhão do Sackler Trust, após ativistas denunciarem a conexão da família com a epidemia de opioides nos Estados Unidos.

Os conselheiros de filantropia notam que a crescente escrutínio está mudando o comportamento de colecionadores e patrocinadores de arte. “As manifestações são um fator de desestímulo”, disse Leslie Ramos, consultora de financiamento artístico, ao Financial Times. “Há preocupação com danos à reputação.”

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