- Gabi Melim contou que a rotina de cerca de 25 shows por mês, junto com viagens, televisão e publicidade, impactou sua saúde física e emocional.
- Em 2020, ela quase perdeu a vibração da corda vocal direita e passou por depressão e distúrbio alimentar devido ao desgaste.
- Ao encerrar a Melim em 2023, ela lançou o projeto solo Gabriela, mas acabou ficando doente novamente, enfrentando duas paralisias faciais por estresse e ansiedade.
- O novo álbum Escapismo serve como acolhimento e busca reconectar consigo mesma, com a faixa Roda Gigante nascendo das experiências da paralisia.
- As participações incluem Ana Gabriela, Mestrinho, Maria Gadú e Luísa Sonza, refletindo relações reais da cantora e sua trajetória musical.
Gabi Melim, ex-vocalista da banda Melim, revelou em entrevista exclusiva com a Quem como o cansaço provocado por anos de agenda intensa impactou sua saúde. Atualmente em carreira solo, a cantora de 31 anos lança o álbum Escapismo, um trabalho que sinaliza a necessidade de desaceleração e autoconhecimento.
Ela lembra que a rotina da banda trazia viagens, shows e compromissos diários. Em média, eram 25 shows por mês, além de televisão, publicidade e entrevistas. Os efeitos apareceram em 2020, com depressão, distúrbio alimentar e piora da vibração da corda vocal direita.
Ao encerrar as atividades com a Melim em 2023, Gabi esperava descansar. No entanto, surgiu o projeto Gabriela e, logo depois, duas paralisias faciais. “Tive paralisia de Bell duas vezes”, relata, associando o quadro ao estresse, à ansiedade e ao excesso de trabalho.
A artista avalia que o auge produtivo é um reflexo de uma lógica de mercado. Para ela, o que aconteceu serviu como alerta sobre a busca constante por produtividade. O novo trabalho, afirma, não é uma crítica às fugas da realidade, mas um acolhimento.
O álbum Escapismo traz mistura de ritmos brasileiros, como samba, baião, ciranda e pagodão baiano. Gabi ressalta que o conceito está ligado à sua trajetória musical, marcada pelo samba de raiz desde a juventude. O objetivo é desfrutar o processo criativo.
Entre as participações estão Ana Gabriela, Mestrinho, Maria Gadú e Luísa Sonza. Para a cantora, as colaborações refletem relações ao longo dos anos e a proximidade com pessoas próximas. A faixa-título conta com a participação de Luísa Sonza.
A faixa Roda Gigante abre o álbum e nasceu da experiência com a paralisia facial. Nela, a artista fala sobre o medo que mora no futuro e a ansiedade de viver sempre no amanhã, segundo sua leitura sobre as dificuldades.
Gabi reforça que o disco busca mostrar que é possível ter fugas sem perder a identidade. Ela afirma que, hoje, está mais livre artisticamente e emocionalmente, valorizando o cuidado com o processo criativo e a paz de espírito como novos objetivos.
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