- Caco Ciocler fala sobre a mistura entre vida pública e privada na internet e admite dificuldades para separar os dois.
- O ator revela que sente saudades de quando o Instagram era apenas para postar fotos.
- Em 2026, Ciocler lança o filme Resta Um, dirigido por Fernando Ceylão, com Maria Ribeiro.
- A história acompanha Álvaro, personagem dele, em um futuro distópico onde cidadãos são sorteados para debates online e, se perdem, são mortos.
- Ciocler diz que a “persona pública” não é ele e que há profissionais cuidando dos perfis; reforça que alimentar as redes é difícil e, para ele, quase um suicídio não fazê-lo.
Caco Ciocler reflete sobre a distância entre vida pública e privada nas redes sociais, em entrevista exclusiva à revista Quem. O ator, de 55 anos, diz sentir saudades de quando o Instagram era apenas um espaço para fotos e comenta a complexidade de gerir perfis públicos hoje.
O perfil do ator no Instagram acumula cerca de 379 mil seguidores. Ciocler afirma que não alimenta a rede com a mesma frequência de antes e admite a dificuldade de manter uma linha clara entre o que é pessoal e o que é público. Ele destaca que a persona criada online não corresponde necessariamente à sua realidade.
Persona pública e limites da comunicação
Segundo o ator, o filme Resta Um, dirigido por Fernando Ceylão e com Maria Ribeiro no elenco, aborda justamente essa construção. A obra, com estreia prevista para o segundo semestre de 2026, coloca Álvaro, personagem de Ciocler, em um futuro distópico em que cidadãos são sorteados para debates online e o perdedor é morto.
Ciocler comenta que a narrativa busca provocar reflexões sobre os limites dos embates na internet e sobre o impacto da polarização. Ele percebe que posicionamentos públicos hoje podem ser cortados, mal interpretados e usados fora de contexto, dificultando a comunicação.
Desafios e caminhos
O ator explica que manter a ligação entre vida pública e particular fica cada vez mais complicado com a necessidade de manter uma presença constante nas redes para projetos e causas. Ele diz não ter paciência para alimentar redes, descrevendo o ato como quase suicídio social, e menciona que muitos colegas adotam a estratégia de tratar a persona pública como construída, com apoio de profissionais.
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