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Gentileza e limites: entenda a nova abordagem do ‘gentle parenting’ na criação dos filhos

Gentle parenting, confundido com permissividade, prioriza limites e regulação emocional, mas pode levar ao burnout dos pais.

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Muitos pais estão mudando a forma como criam seus filhos, buscando estilos diferentes dos que viveram na infância. Um desses estilos é o “gentle parenting”, que é frequentemente confundido com permissividade. Esse estilo foca em ensinar habilidades emocionais e estabelecer limites, mas pode levar ao esgotamento dos pais que tentam segui-lo de maneira rígida. Pesquisas mostram que os pais que se identificam com esse estilo buscam mais amor e comunicação com os filhos, mas as práticas variam bastante. O “gentle parenting” não é um dos quatro estilos principais de parentalidade, que são negligente, autoritário, permissivo e autoritativo. Enquanto o autoritário se baseia na obediência e punição, o permissivo é caloroso, mas sem limites. O autoritativo, por outro lado, combina estrutura e empatia. O “gentle parenting” se assemelha ao autoritativo, mas pode incluir elementos do permissivo. A prática envolve validar os sentimentos da criança e ensinar limites, mas exige muito esforço dos pais, o que pode ser estressante. Especialistas sugerem que, em vez de seguir rigidamente um único estilo, os pais devem focar em oferecer estrutura, calor e reconhecimento das necessidades individuais de cada criança.

Estilos de parentalidade: a ascensão do gentle parenting

O conceito de gentle parenting está se tornando cada vez mais popular entre os pais que buscam criar seus filhos de maneira diferente da que foram criados. Este estilo, frequentemente confundido com permissividade, enfatiza a regulação emocional e a manutenção de limites. No entanto, pesquisas recentes indicam que seguir esse método de forma rígida pode levar ao burnout parental.

Estudos mostram que quase cinquenta por cento dos pais desejam criar seus filhos com mais amor e diálogo, evitando gritos e promovendo a escuta ativa. A psicóloga clínica Brian Razzino explica que o gentle parenting não é sobre coddling (mimar), mas sim sobre ensinar habilidades para a vida adulta e impor limites. Essa abordagem é uma alternativa aos estilos tradicionais de parentalidade, como o autoritário, que prioriza a obediência, e o permissivo, que carece de estrutura.

Diferenças entre estilos de parentalidade

Os estilos de parentalidade são geralmente classificados em quatro categorias: negligente, autoritário, permissivo e autoritativo. O estilo autoritativo, que combina estrutura e calor, é frequentemente associado ao gentle parenting. Pesquisadores como Annie Pezalla e Alice Davidson destacam que muitos pais que se identificam como gentis priorizam a regulação emocional e tentam manter a calma em situações desafiadoras.

Embora o gentle parenting promova a empatia e a conexão, ele pode ser interpretado de maneiras diferentes por cada família. Enquanto alguns pais aplicam limites claros, outros podem se comportar de forma mais permissiva. A falta de consenso sobre o que realmente significa ser um “gentle parent” pode levar a confusões e frustrações.

Desafios do gentle parenting

Um dos principais desafios do gentle parenting é a carga emocional que ele impõe aos pais. A necessidade de permanecer calmo e validar os sentimentos dos filhos pode ser desgastante. Pezalla observa que muitos pais se sentem sobrecarregados ao tentar seguir rigidamente essa abordagem. A pressão para ser um pai perfeito pode resultar em estresse e exaustão.

Especialistas recomendam que os pais se concentrem em quatro aspectos fundamentais: estrutura, calor, reconhecimento individual e uma visão de longo prazo sobre a parentalidade. É essencial que os pais não se sintam culpados por falhas ou mudanças em suas abordagens, pois o que as crianças realmente precisam é de um adulto que busque ser uma autoridade positiva e que se responsabilize por seus erros.

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