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O que precisa acontecer para afastar Julio Casares da presidência do São Paulo

Conselheiros do São Paulo seguem rumo ao afastamento de Casares; com 52 assinaturas necessários, sessão depende de Olten Ayres de Abreu, que enfrenta doença

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  • Movimento Salve o Tricolor Paulista protocolou pedido de afastamento do presidente Júlio Casares, citando suposto envolvimento em venda ilegal de ingressos para camarote no Morumbis.
  • Os principais nomes apontados são Douglas Schwartzmann (diretor adjunto da base), Mara Casares (diretora cultural e de eventos) e Marcio Carlomagno (CEO atual).
  • O São Paulo tem 260 conselheiros: 160 vitalícios e 100 substituíveis; o grupo opositor soma 41 assinaturas e precisa de 52 para abrir procedimento.
  • Caso alcance as 52 assinaturas, pode haver abertura para afastamento ou intervenção, com resistência interna possível.
  • A convocação da sessão extraordinária depende de Olten Ayres de Abreu, atual presidente do conselho, que enfrenta doença recente e pode atrasar o processo ainda neste ano.

O grupo de conselheiros do São Paulo protocolou pedido de afastamento do presidente Julio Casares. A ação é vinculada ao que o movimento chama de esquema de venda ilegal de ingressos em dias de shows para um camarote no Morumbi. Intitulado Movimento Salve o Tricolor Paulista, o grupo sustenta que Casares tinha ciência do caso, envolvendo o diretor adjunto da base, Douglas Schwartzmann, e a diretora cultural e de eventos, Mara Casares, ex-esposa do presidente, além de Marcio Carlomagno, atual CEO e possível candidato à presidência em 2026.

O conselho do São Paulo tem 260 membros, dos quais 160 são vitalícios e 100 trocados a cada eleição. Até agora, o movimento reuniu 41 assinaturas e precisa de 11 a mais para alcançar as 52 necessárias para abrir espaço a eventual afastamento ou intervenção na gestão. A convocação de sessão extraordinária depende de Olten Ayres de Abreu, que preside o conselho e atua próximo a Casares.

Além disso, Olten enfrenta uma doença recente, o que pode atrasar o andamento do processo ainda neste ano. Caso o grupo alcance as 52 assinaturas, resta apenas a confirmação de uma data para a sessão, que depende da agenda do presidente do conselho. A resistência interna no colegiado também é prevista, dado o alinhamento atual de Olten com o atual comando.

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