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Textor e Arruda discutem em meio à crise da SAF do Botafogo

Textor e Thairo Arruda divergem sobre aporte de 50 milhões de dólares à SAF do Botafogo; liminar mantém Textor no comando e alimenta disputa nos bastidores

John Textor com Thairo Arruda no CT Lonier (Foto: Vítor Silva/Botafogo)
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  • John Textor e Thairo Arruda discutem um aporte prometido de 50 milhões de dólares para capital de giro e dívidas urgentes do Botafogo, incluindo a dívida com o Atlanta pela compra de Thiago Almada; Thairo não assinou nos moldes propostos.
  • Textor afirma que o dinheiro viria de investidores que teriam participação na SAF, mas Thairo não vê esse formato em contrato e mantém a recusa, temendo ampliar a crise.
  • A operação em discussão envolveria a participação da GDA Luma, que atua comprando ativos endividados para reestruturar e lucrar.
  • A Justiça do Rio de Janeiro emitiu agravo que impede qualquer venda de ativos da SAF após ação do clube social.
  • Textor permanece no comando da Botafogo SAF por uma liminar de 2025; há disputa com Eagle e Ares Management, que pode tenter excluir o empresário nos próximos dias.

O empresário John Textor e o CEO Thairo Arruda estão em conflito nos bastidores da gestão da SAF do Botafogo, em meio à crise financeira do clube. Textor afirma terengatilhado um aporte de 50 milhões de dólares para capital de giro e para quitar dívidas urgentes, incluindo a pendência com o Atlanta United pela compra de Thiago Almada.

A divergência central gira em torno do formato do aporte. Textor diz que o dinheiro viria de investidores que, posteriormente, teriam participação acionária na SAF. Thairo, porém, não reconhece esse arranjo em contrato e recusou-se a assinar, apontando riscos para a crise já delicada do clube.

Além disso, a operação seria lastreada por juros elevados e pela venda de ativos como garantia. Nesta quinta-feira, a Justiça do Rio de Janeiro emitiu agravo que proíbe novas vendas de ativos da SAF após ação do clube social, limitando o funcionamento de possíveis negociações.

Contexto societário e riscos

Textor permanece à frente do Botafogo devido a uma liminar de 2025 que congela mudanças societárias na SAF. Em disputas com Eagle e Ares Management, o empresário perdeu a liderança da holding após a atuação do fundo credor na compra do Lyon, em 2022, para manter controle da Eagle.

Detentora de 10% das ações da SAF, a Botafogo Social não afirma sobre um novo movimento jurídico para substituir Textor neste momento. A tendência é de intensificação dos embates nos bastidores nos próximos dias, com Ares buscando ampliar sua influência na gestão do clube.

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